Quem já não sonhou, em algum momento da sua vida, ir a Veneza? Uma cidade pitoresca, pintada de todas as cores, repleta de canais, pontes e gôndolas, com uma das mais belas e misteriosas festas de Carnaval que existem. Cada canto da cidade é um autêntico postal, o que lhe vale uma quantidade exorbitante de turistas anualmente. Andar pelo seu centro sem uma boa dose de encontrões é quase uma missão impossível (acreditem), portanto vou dar algumas dicas sobre o que visitar na cidade, os segredos das zonas menos turísticas e tudo o que não podes perder – mesmo que fiques só um fim-de-semana.

 Há certas coisas que são inevitáveis, e tal como ninguém “vai a Roma sem ver o Papa”, é impossível ir a Veneza sem andar pela zona de San Marco. Visitar a praça e a basílica de San Marco, o campanário, o Palácio Ducal e a ponte Rialto, é tão fatal como a certeza de que a quantidade de turistas que vão encontrar é praticamente insuportável – e os preços dos restaurantes e cafés, exorbitantes. Mas não se preocupem porque isto tudo não chega a preencher um dia. No entanto, se fizerem questão de esperar na longa fila para a basílica, é bom recordar que pode demorar horas – particularmente em época alta.

 Depois da parte turística da cidade é tempo de conhecer a verdadeira Veneza. Essa vão encontrar no bairro Castello, principalmente quando se afastarem da área junto ao centro. Aproveitem para passear sem seguir mapas ou roteiros, até porque é comum haver turistas perdidos em Veneza. São demasiadas ruas e demasiados canais (exactamente 177 canais, 409 pontes e 118 ilhas!), todos semelhantes. Quando quiserem voltar a orientar-se, peçam simplesmente as indicações para a praça de San Marco.
 

 
Também não podem deixar de passear pelo bairro Dorsoduro, que para além de muito típico e menos turístico, tem a galeria de arte mais famosa de Veneza, a Gallerie dell’Accademia, bem como a Collezione Peggy Guggenheim, onde vão encontrar obras de Picasso, Dali, Mondrian, Miró e Kandinsky – entre outros. Esta é também uma zona com muitos bares e restaurantes. Aproveita e pára num dos bacaro (o correspondente a tascas ou “wine bars“) onde podes beber vinho da zona e petiscar cicchetti, uma espécie de tapas à moda de Veneza, cujos preços variam normalmente entre 1€ e 3€. É nestes dois bairros que indiquei que vais poder encontrar a comida mais tradicional e, já sabes – quanto mais longe do centro, melhor.
 
 

 
Se andar de gôndola é um sonho de há muito, então é importante não esquecer que o preço deve ser acertado antes de entrar na mesma. As viagens de gôndola são caras (50€ ou mais por pessoa), mas dado que numa única cabem cerca de seis pessoas, é o momento ideal para abraçar o espírito “sardinha em lata”, juntar um grupo e negociar o preço mais baixo que for possível. Se o dinheiro não é muito e ainda assim andar pelo Grande Canal (Canalasso) é algo que não querem perder, optar pelo vaporetto, o transporte público aquático, bem mais barato que as gôndolas, é uma boa opção – e este pára nos pontos turísticos principais.

 
 
Para além de explorarem esta maravilhosa cidade a pé, não deixem também de fazer um piquenique junto ao Grande Canal. Há vários mercados pela cidade onde podem comprar produtos tradicionais e, junto ao Canal, diversas zonas onde se podem sentar. Em alternativa, têm muitas pracetas e espaços verdes pela cidade. Para além de pouparem dinheiro e tempo num restaurante, permite-vos experimentar várias iguarias locais, sem estarem limitados por um menu.

 
 
Passem também pela praça de San Marco à noite, pois para além da iluminação realçar aspectos da praça que por vezes não reparamos durante o dia, tem vários músicos e um bom ambiente.
Se vão ficar apenas um fim-de-semana em Veneza, aconselho mesmo a que dêem prioridade a passear pela cidade e escolham apenas um dos vários sítios que podem visitar (a basílica, o palácio ou uma das galerias). Se ficarem mais tempo e puderem ir a todo o lado, não deixem de considerar comprar o Venice card, que vai simplificar a vossa estadia.
 

 

Onde ficar em Veneza?

Ficar em Veneza pode ser caro, no entanto se optarem por um lugar longe do centro os preços descem substancialmente – e só vos obrigam a 15 ou 20 minutos a pé para chegar à Praça de San Marco, o que é preferível a pagar o triplo pelo quarto de hotel (na minha opinião). Sítios como o belo e simples 3749 Pontechiodo, a Residenza Al Doge Beato, o Hotel Palazzo Cendon Piano Antico ou a Residenza Ca’Dario são algumas das opções mais em conta e, para além desta vantagem, localizam-se em zonas em que os restaurantes e bares são igualmente mais económicos que no centro (e mais tradicionais).

 
Alguém que esteja a pensar visitar Veneza nos próximos tempos?
 
 
 
 
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