Quem me acompanha sabe que em Janeiro estive na Serra da Estrela. A minha passagem por lá foi pequena e dificultada pelo facto de ter ficado doente no dia anterior à viagem, mas consegui aproveitar, reavivar memórias e até descobrir sítios novos – como Sortelha, de que já vos falei aqui. Como prometido, hoje trago-vos aquilo que considero que têm mesmo de conhecer na Serra da Estrela, sítios que podem perfeitamente visitar num roteiro de dois dias pela zona – para, quem sabe, preencherem um dos próximos fins-de-semana.

 

  A Serra da Estrela é lindíssima, mas é quando a neve cobre a paisagem que gosto de a visitar. Para os que querem ver neve, visitá-la de Janeiro de Março ou inícios de Abril é a melhor opção. Nos restantes meses a Serra é excelente para passeios ao ar livre, particularmente na Primavera e Outono.

Como chegar e circular?

   Nesta zona os transportes públicos são escassos (ou mesmo inexistentes), pelo que a melhor forma de se deslocarem é de carro. Caso não tenham carro pessoal ou não queiram fazer a viagem desde o vosso destino de origem a conduzir, podem sempre apanhar o Intercidades ou o Regional até à Covilhã e, a partir daí, alugar um carro para se deslocarem na Serra. Para esse efeito, encontrei o site do Rentalcars e um outro aparentemente genérico, mas admito que nunca utilizei nenhum deles (fomos no nosso carro). No entanto, devo avisar-vos que, para quem tem pouca experiência de condução, as estradas da Serra são difíceis. Devido ao nevoeiro e chuvas, frequentemente a visibilidade é quase inexistente, as estradas têm pouca aderência, são estreitas e para dificultar têm imensas curvas. Não digam que não vos avisei!
 

  Onde ficar?

  Obviamente existem várias opções, como Covilhã, Manteigas, Sabugueiro ou Seia, mas eu prefiro sempre ficar o mais perto da torre possível, pelo que optei pelas Penhas da Saúde. É uma pequena aldeia muito sossegada, essencialmente com hotéis, albergues e alguns restaurantes, que fica a apenas dez minutos da zona mais alta da Serra (e da estância de ski). Tendo em conta que não queria gastar muito na estadia, ficámos na Pousada da Juventude das Penhas da Saúde, que é bastante em conta, oferece um pequeno almoço super completo, tem quartos confortáveis, uma cozinha excelente para quem quer poupar na alimentação e uma sala de convívio com imensos jogos. Se forem num grupo maior ou quiserem ficar por mais tempo e mais confortáveis, aconselho os Chalés da Montanha, que são umas casinhas super amorosas com tudo o que podem precisar.
 
 
 

O que não podem perder:

  Há várias coisas a fazer na Serra da Estrela e vocês não vão querer perder nenhuma, porque tudo vale a pena – desde os passeios pela zona mais alta da Serra, a todas as maravilhosas Aldeias Históricas que a rodeiam. Mas a primeira coisa que tenho de mencionar é, obviamente, a Torre – a zona mais alta da Serra, onde se localiza a estância de ski e a altitude atinge os 2000 metros. Quando fomos a estância ainda não estava aberta e no primeiro dia o tempo estava péssimo. Ok, estava a nevar, mas a neve é toda muito bonita se não for acompanhada de uma ventania que quase nos faz voar e nevoeiro que não nos deixa ver a mais de 100 metros à nossa frente. No segundo dia tivemos mais sorte, pois o sol espreitou e iluminou a fantástica paisagem que se pode ver desde o topo da Serra. Portanto, se forem mais do que um dia e no primeiro não correr bem, não percam a esperança, porque o tempo lá muda a cada 15 minutos.
 

  Também passeámos imenso pela Serra (ainda que em parte de carro, dado que a temperatura rondava os 1-3º) e vocês têm de fazer o mesmo. É que é lindíssima e reserva-nos imensas surpresas, com grandes afloramentos rochosos, pequenas cascatas, e várias lagoas. Ah e perto da Torre, encostem o carro para ver a magnífica escultura da Senhora da Boa Estrela.

 
  Depois de visitarem a Torre, podem seguir para Manteigas, uma pequena vila que se situa no centro do Vale Glaciário do Zêzere. A vila não tem muito para ver, mas a paisagem entre esta e o topo da Serra é lindíssima. Consta que no início da Primavera o Vale Glaciário fica coberto de neve, o que deve ser maravilhoso (nunca tive a sorte de o ver assim). Não se esqueçam de parar no Covão d’Ametade, um dos sítios mais belos que visitei neste vale, localizado junto à nascente do rio Zêzere, onde vão encontrar um parque muito agradável com mesas de piquenique.
 
 
  De Manteigas podem seguir para Seia, a pequena cidade onde se localiza o Museu do Pão – que nunca visitei, mas ouvi dizer que é giro, principalmente para as crianças. De resto, não há muito que possa dizer-vos sobre isto, já que apenas passeei pelo centro e comprei alguns queijos e doces da zona – que eram deliciosos. De regresso à Serra (isto é, seguindo em Seia as direcções para a Torre, há um desvio para a Aldeia Histórica de Piódão – que não cheguei a visitar mas sei que é maravilhosa. Se tiverem oportunidade de a conhecer não hesitem porque deve valer mesmo a pena.

 

 
http://aondenaoestou.blogspot.pt/2016/02/aldeias-historicas-de-portugal-sortelha.html

 

Continuando com as Aldeias Históricas mas já do outro lado da Serra, não podem dispensar uma visita a Sortelha e Belmonte. Convém que visitem num dia diferente do percurso que vos indiquei anteriormente, porque é muito difícil (ou mesmo impossível), fazer tudo no mesmo dia. Podem juntar a visita a Belmonte e Sortelha com a vossa passagem pela Covilhã, porque ficam todas do lado Sul da Serra. De Sortelha já vos falei imenso neste post aqui. É uma pequena aldeia lindíssima, toda em granito, que merece mesmo a vossa visita. Belmonte é outra vila muito bonita, onde vale a pena passear a pé, particularmente na zona junto ao Castelo. Perto de Belmonte existe também um monumento arqueológico de época romana, conhecido como Centum Cellas, que apesar de não ter visitado (resolvi ficar com febre no momento em que nos dirigíamos ao sítio) aconselho a visita, já que o seu estado de conservação é digno de ser visto.
 
 
  E se ainda tiverem tempo (os locais que vos mencionei vêem-se em dois dias bem preenchidos), há dois sítios que não conheço mas que visitaria numa próxima vez, que são Folgosinho, um pequeno castelo com vista para a Serra, e Linhares da Beira, uma vila medieval que ainda conserva as suas características originais.
 
  A Serra da Estrela e as suas imediações dão um fim-de-semana magnífico, quer seja passado a dois, quer em família. Ainda vão bem a tempo de visitar tudo isto este ano e quem sabe ver neve (pelo menos até Abril!), portanto aproveitem! Vão adorar. Portugal tem isto de magnífico, num mesmo país (por sinal pequeníssimo) temos desde as maravilhosas praias da Costa Vicentina e Algarve, a locais como a Serra da Estrela, cobertos de neve e com temperaturas a rondar os 0º.
 

 

  Ficaram tentados a ir? Se já conhecem, concordam com as sugestões? Acrescentariam mais alguma?
 
 
 
 

 

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