Quando decidimos viajar para Cuba, sabíamos que contentar-nos com as ruas de Havana seria ver apenas uma ínfima parte da riqueza desta ilha. Foram várias as cidades por onde passámos, mas a mais bela foi sem qualquer dúvida Trinidad. O bom estado de conservação do centro histórico, as várias cores pastel das fachadas das casas, de estilo tipicamente colonial, valeram-lhe a classificação como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1988.

 
 Chegámos a Trinidad vindos de Cienfuegos, uma cidade sem qualquer vestígio de turistas, monótona e sem grande vida, o que tornou maior o espanto perante Trinidad – cidade digna de qualquer postal. Durante a nossa passagem de 20 dias em Cuba ficámos quase sempre em casas particulares, e em Trinidad não houve excepção. Quando o autocarro chegou já estava um senhor à nossa espera, que amavelmente nos acompanhou até à casa em questão. Infelizmente não me recordo do nome e não a encontro em qualquer apontamento – hei-de encontrar e colocarei aqui! -, mas a casa era fantástica: quartos espaçosos, limpos, camas confortáveis, um terraço resguardado onde fazíamos as nossas refeições e outro no topo da casa, com uma vista panorâmica sobre a cidade e as montanhas em redor.
 
 
 

  Em Trinidad o que há para fazer é… passear. Se Havana é conhecida pela sua cor, então não imaginam o autêntico quadro que é Trinidad. Cada fachada pintada com o seu tom pastel, variando entre os azuis, verdes, amarelos ou rosas, cuidadosamente escolhidos, formando uma palete variada mas extraordinariamente coesa. As várias cores da cidade alternam com paredes de tijolos, ruas e praças com chão de pedra, recheadas de pessoas a jogar dominó e crianças a brincar. Os carros típicos dos anos 50 e 60 também passeiam pelas ruas, estas muito menos confusas que as da capital e com quase nenhum trânsito.

| Pelas ruas de Havana, Cuba
 

 
 
  Pelas ruas encontrámos pequenas casas e grandes palácios coloniais, imponentes igrejas e as suas praças. Na Plaza Mayor, a praça central de Trinidad, estão o Museu Histórico Municipal e o Museu de Arquitectura Trinitaria, que mereceram uma pequena visita. Explorámos tudo: da indispensável Catedral de la Santíssima Trinidad e o Parque Céspedes a todas as lojas, galerias e recantos onde pudéssemos entrar. As cores e dinâmica da cidade contagiam-nos e a satisfação e felicidade ao cirandar pelas ruas são inevitáveis.
 
 

  Além da arquitectura e das ruas da cidade, foi lá que vimos como se fazem os famosos charutos cubanos, numa pequena loja onde uma senhora se encontrava a fazê-los. Nunca os experimentei, admito, não tive coragem – terá de ficar para uma próxima vez! Foi também em Trinidad que tivemos uma fantástica viagem de comboio pelo Valle de los Ingenios – sobre a qual já escrevi NESTE POST, lembram-se?

| Valle de los Ingenios – Trinidad, Cuba

 
 
  As noites acabavam inevitavelmente numa qualquer esplanada a ouvir jazz latino ou a (tentar) dançar salsa. É certo que as fotografias que tenho não são as melhores – na altura não tinha uma grande máquina -, mas ainda preciso de explicar mais porque é que esta é uma das cidades obrigatórias a visitar em Cuba?
 
 
 
 
 
Quem já esteve em Cuba ou espera conhecê-la um dia? Ficaram curiosos com Trinidad?
 

 

 
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