Antiga cidade de Tebas, Luxor foi capital do Antigo Egipto durante todo o Império Novo, ao longo de mais de mais de meio milénio. A 700 quilómetros a sul de Cairo, é onde se encontram a maioria dos monumentos visitáveis do Egipto. Para quem tem interesse pela história e arqueologia deste país, ir a esta cidade é obrigatório: dos templos aos túmulos, tudo se encontra em  redor de Luxor.
 
 A cidade antiga estava dividida entre as duas margens: a oriente, onde nasce o sol, estava a cidade dos vivos, pelo que é lá que encontramos os templos de Karnak e Luxor; a ocidente, onde o sol se põe, a cidade dos mortos, onde se encontra o Vale dos Reis e os túmulos de Hatshepsut e Amenhotep.
 

1. Templo de Karnak

 
 Karnak, dedicado a Amon-Rá (deus do Sol), não é apenas um templo, mas um complexo enorme, com 1.5 quilómetros de comprimento, que o transforma no maior de todo o Egipto Antigo. Calcula-se que foi construído ao longo de quase 2000 anos, nunca tendo sido efectivamente terminado. Foi o principal centro de adoração entre os séculos XVI e XI antes de Cristo e ainda hoje é considerado um dos maiores complexos religiosos do mundo. Em tempos esteve ligado ao templo de Luxor através de uma grande avenida com esfinges de ambos os lados, das quais só restam alguns vestígios.
 

2. Templo de Luxor

 

Apesar de Karnak ser o complexo maior, Luxor impressiona pela sua beleza. A imponência da sua entrada deixa-nos imediatamente sem palavras: para além das duas estátuas de Ramsés II, a quem se atribui a construção deste templo, um monumental obelisco de 23 metros marca a entrada no centro de culto. Em tempos haveria um outro igual naquele sítio, que foi oferecido ao governo francês em agradecimento pelo apoio na reconstrução de Abu Simbel – e que actualmente se encontra na Place de la Concorde, em plena Paris. Podem visitar este templo de noite, quando ganha toda uma outra magia e majestosidade.

 

3. Templo de Hatshepsut

O único templo dedicado a uma mulher no Vale dos Reis merece destaque. Hatshepsut foi a primeira mulher rainha do Antigo Egipto, tendo assumido o cargo após a morte do seu irmão e marido, enquanto o filho de ambos ainda era pequeno. Para impor respeito e demonstrar a sua capacidade de governar, Hatshepsut representava-se através da imagem de um homem. O seu reinado é recordado como um tempo de paz e prosperidade, pelo que o imponente túmulo de três andares  escavado na rocha foi completamente merecido.

 
 
4. Vale dos Reis

O Vale dos Reis é uma imensa necrópole constituída, actualmente – o sítio continua a ter escavações arqueológicas -, por mais de 60 tumbas de vários faraós e personalidades importantes do Antigo Egipto, todas construídas sob uma grande montanha. O mais conhecido, pelas suas particularidades e riqueza, é o do jovem rei Tut-Ankh-Amun, descoberto pelo egiptólogo britânico Howard Carter em 1922.
 
 Visitar o Vale dos Reis não significa visitar todas as tumbas, até porque muitas vão fechando temporariamente para conservação e restauro. Já vos tinha mencionado aqui a minha complicada experiência no Vale dos Reis e como isso fez com que não tivesse coragem para entrar nas pirâmides – muitas pessoas para pouco espaço e pouquíssima circulação de ar, que resultaram numa Ana em ligeiro pânico. Mas este sítio, pela beleza dos morais no interior das tumbas e por toda a história que acarreta, merece uma visita.

 

5. Colossos de Memnon/Estátuas de Amenhotep III

  O Colossos de Memnom são duas monumentais estátuas de 18 metros de altura situadas na mesma margem do Vale dos Reis, em frente a Luxor. Representam o faraó Amenhotep III e situam-se à entrada do que seria o túmulo deste rei, sentadas, com as mãos sobre os joelhos, a olhar para o Nilo. Estando no caminho de regresso para Luxor de quem vem do Vale dos Reis, parar para apreciar a sua grandeza é obrigatório.
 
 

 

Informações práticas:

  • Apesar de actualmente haver sempre um certo risco ao viajar para o Egipto, o país continua a receber milhões de turistas anualmente. Pelo facto de serem menos turistas, os preços estão mais acessíveis, pelo que se esta é a tua viagem de sonho, não percas a coragem!
  • A melhor época para visitar o Egipto é de Outubro a Maio. Embora seja o período com maior afluência turística, é também aquele em que as temperaturas são suportáveis, já que nos meses de verão as temperaturas são muito altas, podendo ascender aos 50º.
  • É aconselhável ficar alojado na margem ocidental do rio Nilo, por ser aquela onde se encontram a maioria dos monumentos arqueológicos visitáveis (muitos mais do que os que tive a oportunidade de conhecer e vos mostrei aqui). [ONDE FICAR EM LUXOR]

 

 
 
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