O primeiro dia. O primeiro dia num sítio novo traz sempre um misto de entusiasmo e nervosismo. Dado que estava na maior metrópole do mundo ocidental, podem imaginar a intensidade com que sentia tudo isto. Eram 8h da manhã quando acordei e Nova Iorque já me esperava lá fora, energética, confusa e apressada.

A pé pelas ruas de Nova Iorque

Dado que ficámos alojados em Hell’s Kitchen, bem junto a Midtown Manhattan, decidimos que eram essas zonas que exploraríamos em primeiro lugar. Para deleite de qualquer turista acabado de chegar a New York, New York, esta é também a zona de alguns dos mais emblemáticos edifícios de Nova Iorque, pelo que começámos em grande.
 
 
 
Durante este primeiro dia andámos essencialmente a pé. É que, deixem-me contar-vos, Manhattan não é assim tãão grande. Bem, atravessá-la de uma ponta à outra não será propriamente a melhor ideia, mas é muito fácil andar a pé na cidade. Neste dia só utilizámos o metro à noite, numa segunda visita ao épico Empire State Building. Mas vamos por partes.
 

 Rockefeller Center, St Patricks Cathedral e um necessário café

Logo pela manhã, depois de irmos buscar um magnífico café ao Pret a Manger – que se tornou oficialmente a minha coffee shop favorita em Nova Iorque -, fomos pela 50th St até ao Rockefeller Center, uma zona de grandes edifícios comerciais onde, no Inverno, se ergue a grande árvore de natal e fazem uma pista de patinagem no gelo. Em pleno Verão encontrámos várias esplanadas, muitas pessoas e uma pequena feira de produtos biológicos.
 

Continuando pela pequena avenida do Rockefeller Center, chegámos à 5th Avenue e imediatamente nos apareceu a conhecida St Patricks Cathedral, uma lindíssima catedral do estilo neo-gótico engolida por Manhattan e os seus prédios imensos – e que, mesmo assim, não perdeu totalmente a sua imponência. Não resisti a entrar para ver o seu interior, obviamente lindíssimo – da enorme nave central, ao fantástico trabalho da pedra e vitrais, a calma no interior da catedral quase me fez esquecer que estava em plena Nova Iorque.
 

 Bryant Park e os espectaculares espaços públicos de Nova Iorque

Seguimos depois pela Avenida das Américas (ou 6th Avenue) na direcção da downtown até encontrarmos o Bryant Park, o fantástico jardim junto à New York Public Library. Aproveitámos para nos sentar e descansar um pouco numa das várias mesas que existiam pelo parque. Uma das coisas mais curiosas – que não esperava encontrar em Manhattan – foram as dezenas de zonas públicas com cadeiras e mesas, onde qualquer pessoa se pode sentar a descansar ou a comer – independentemente do sítio onde tenha comprado a refeição. Além disso, há vários espaços na cidade reservados para actividades lúdicas, como xadrez e ping-pong.
 
No entanto, a ideia mais genial que encontrei foi o Reading Room do Bryant Park, uma pequena área do parque onde são deixados à disposição uma série de jornais, revistas e livros para que qualquer pessoa se possa sentar a ler. Não está presente qualquer “bibliotecário” e, se existe controlo, é muito discreto. A variedade de livros, revistas e jornais (note-se, edições do próprio dia), é impressionante e a ideia simplesmente genial.
 
As várias zonas lúdicas que muitos dos parques de Manhattan têm acabam por proporcionar um dinamismo incrível a estas zonas, onde se vê gente apenas a descansar na relva, a estudar, a colocar a leitura em dia ou simplesmente a divertir-se e a conversar.
 

 New York Public Library

Fomos então à New York Public Library, um dos edifícios que mais queria conhecer em Nova Iorque. Para meu azar, a lindíssima sala principal – Rose Main Reading Room -, onde me imagino a passar horas a estudar e a ler, está fechada para obras de conservação e restauro. Porém, isso não me impediu de passear pelas galerias e restantes salas, mais pequenas mas igualmente belas. A biblioteca é monstruosa e tem os seus livros divididos por várias salas, dedicadas a temáticas concretas.
 
Fundada em 1985, a New York Public Library não é apenas uma biblioteca, mas o maior sistema de bibliotecas dos Estados Unidos, com 88 bibliotecas e 4 centros de investigação espalhados por Manhattan, Bronx e Sataten Island. Apesar de se ter a ideia que é uma instituição da responsabilidade da cidade de Nova Iorque, trata-se na verdade de uma instituição privada sem fins lucrativos que contou, ao longo dos anos, com grandes doações de vários benfeitores. A biblioteca tem uma dimensão impressionante e, como se aquilo a que podemos aceder não bastasse, numa pequena exposição sobre a história da construção da Public Library ficamos a saber que todo o relvado à sua frente – o da imagem anterior – esconde as reservas da biblioteca. Sim, é isso mesmo – debaixo dele existe uma imensa estrutura subterrânea onde descansam milhares e milhares de livros.
 

Grand Central Terminal, o palco do cinema

Saímos pela 42nd St na direcção Este e, a apenas umas dezenas de metros à frente da Public Library, no cruzamento com a Park Avenue e com o Chrysler Building em pano de fundo, encontrámos o Grand Central Terminal. Para minha admiração, é um edifício bastante discreto – ou, pelo menos, para aquilo que esperava ver. Em poucos minutos lá estava eu no centro da grande sala de uma das mais belas estações do mundo, palco de vários grandes filmes.

É a maior estação de comboios do mundo, com 44 plataformas e dois andares. Consta que, num dia normal, cerca de 750 mil pessoas passam por aqui. Também vim a descobrir que o “singelo” relógio que está no centro, em cima do balcão de informações, tem um valor superior a 10 milhões de dólares! E, como todos os relógios de todas as estações do mundo deveriam ser, os do Grand Central Terminal estão adiantados exactamente um minuto, para que todos os passageiros tenham alguma margem para chegar aos comboios.

 
 
 
 

Uma quase visita à ONU

Como ainda tínhamos bastante tempo – acreditem ou não, fizemos todo este percurso na maior das calmas, a passear, sem correrias -, decidimos passar pelo edifício das Nações Unidas, que estava a apenas quatro quarteirões. Para entrar na sede da ONU todos os visitantes têm de passar por um procedimento de segurança que implica tirar uma fotografia e ficar com alguns dados, algo espectável para uma instituição desta importância e sediada nos Estados Unidos.
 
Passear livremente pelo edifício não é permitido, sendo que para o conhecermos temos de nos enquadrar numa visita guiada. Ainda que não estivesse nos planos, lá tentámos perceber como funcionavam mas, para além de caras, demoravam cerca de duas horas e ainda tínhamos de esperar uma hora pelo próximo grupo. Nem pensar. Por mais que gostasse de ver a Assembleia Geral, onde já discursaram tantas figuras emblemáticas da História, a curiosidade não era tanta que me fizesse pagar 22$ e gastar três horas do meu dia.

 
 
 

O inevitável Empire State Building… x2

Já com o final do dia a aproximar-se, dirigimo-nos para o icónico Empire State Building, em plena 5th Avenue. Seguiu-se a parte do dia que mais me custou: quase uma hora desde que entrámos no edifício até chegarmos ao topo. Entre filas, mais filas, elevadores, filas e novamente elevadores, lá alcançámos a esplêndida vista do 86º andar, o observatório mais conhecido da cidade. A vista é, como se esperaria, impressionante. E lá estava Manhattan, essa imensa selva de betão. Em retrospectiva, questiono-me como é que uma cidade tão sobrelotada, confusa e exagerada nos pode deixar tão deslumbrados.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao fim do dia voltámos a casa para jantar e, à noite, regressámos para uma última vista do topo da cidade. No silêncio ruidoso do topo do edifício tornava-se óbvio:
Nova Iorque vibrava.

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