Se há várias razões para visitar Nova Iorque, a oferta cultural da cidade e a quantidade de museus que alberga estão sem dúvida entre elas. Por isso, o segundo dia em Nova Iorque foi dedicado aos museus.

O Museu Americano de História Natural

A manhã começou no American Museum of Natural History, que já habitava os meus sonhos há muito. Sempre imaginei o Museu de História Natural Americano como “o” museu de História Natural – maior, mais completo e definitivamente mais interessante. Infelizmente, devo confessar-vos que fiquei desiludida. O museu é enorme monstruoso, tem uma variedade tão grande de coisas e tudo em tanta quantidade que se torna cansativo. Da vida marítima aos mamíferos americanos, das plantas à geologia, dos dinossauros ao espaço, da arqueologia à etnologia, enfim – tanta coisa  que se torna difícil, se não mesmo impossível, não ficar saturado.
 
Dou-vos apenas uma sugestão: se o vosso tempo em Nova Iorque for limitado (ou se simplesmente não estiverem dispostos a gastar um dia inteiro dentro do American Museum of Natural History), aconselho-vos a escolherem as partes da megalómana exposição que eles têm antes de começar a vossa visita – e, assim, conseguirem dar a devida atenção ao que realmente vos interessa. Se optarem por ver tudo, então preparem-se para um dia inteiro dentro do museu – levem umas sandes, água e… boa sorte!

 

 Central Park e um merecido descanso

Depois desta (demasiado longa) visita ao Museu de História Natural, saímos pela porta principal e atravessámos a rua directos ao Central Park, onde planeávamos almoçar. Caminhámos até encontrar uma sombra desocupada e suficientemente longe da Central Park West, sentámo-nos e lá pegámos nas marmitas. À nossa volta tínhamos grupos a conversar ou, tal como nós, a almoçar, pessoas sozinhas a ler ou simplesmente a descansar, todo um mundo à parte da agitada Manhattan, bem mais calmo. Não tínhamos pressa para sair: aproveitámos para nos demorar ali, a descansar, a ler um pouco e a folhear o guia de viagem. A melhor forma de passar umas horas num dia quente na turbulenta Nova Iorque.
 
Quando nos sentimos de novo prontos a enfrentar o calor lá continuámos o nosso percurso até ao outro lado do parque, directos ao Metropolitan Museum. É que os museus ficam exactamente em frente um do outro, em lados opostos do parque – justificando por demais que se faça o percurso entre ambos a pé. Em menos de vinte minutos, mesmo com paragens para fotografias e caminhando calmamente, tínhamos atravessado o Central Park. Das famílias a passear, às pessoas a passar de bicicleta ou simplesmente a descansar, tudo no parque contrastava com a metrópole que o acolhe – e que dele tanto precisa. Nesse momento fiquei com a certeza de que o Central Park é o pulmão de Nova Iorque e, por certo, dos novaiorquinos, dando-lhes uma oportunidade para respirarem – e pararem – dentro daquela que é a cidade que nunca dorme.

 

O tão desejado MET

Chegámos ao The Metropolitan Museum of Art a meio da tarde. Lá dentro a confusão era muita mas o plano do museu provou-nos que estaria bastante bem organizado. Já com a lição aprendida dessa manhã, olhámos de relance para o plano e decidimos o que iríamos fazer: um passeio rápido pela parte da Egiptologia, Roma e Grécia Antiga – porque já tínhamos visto centenas de coisas semelhantes noutros lugares -, e mais tempo às colecções de arte Moderna e Contemporânea. E assim fizemos.

Foi a melhor decisão que poderíamos ter tomado, porque desta forma conseguimos dar a devida atenção aos quadros que tanto queríamos ver. E foi assim que revi Van Gogh, Miró e Dalí, vi pela primeira vez ao vivo Monet, Chagall, Modigliani, Vermeer e, aquele que me acompanha desde que, em criança, sonhava ser bailarina: Edgar Degas. Se é certo que não sou nenhuma entendida em arte, posso garantir-vos que saí deliciada, feliz por ter tido finalmente a oportunidade de ver ao vivo pintores que conheço há tanto.
 

 
 

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