No terceiro dia em Nova Iorque decidimos começar a explorar os vários bairros da cidade e, inevitavelmente, rumámos a Chinatown, a maior comunidade chinesa no Ocidente. Há muitas formas de lá chegar, a mais simples de metro. Apanhámos a linha D em direcção a Downtown e Brooklyn e saímos em Grand Street, no cruzamento com a Chrystie Street.

Chinatown e Little Italy

Chinatown é literalmente uma cidade dentro de Manhattan. Mal saímos do metro apercebemo-nos disso: aqui tudo é escrito em mandarim, o cheiro a peixe seco paira pela maioria das ruas, as pessoas correm para todo o lado, mas não como na Midtown, onde tudo é esquemático e todos parecem saber para onde ir – em Chinatown é tudo mais improvisado, numa aparente desorganização onde adultos e crianças apressam-se pelas ruas. Há mercados espalhados por todos os cantos onde se vende peixe, marisco, frutas que nem imaginava que pudessem existir, sementes, plantas, folhas secas e comida feita.
 
 
 
 
 
Os chineses chegaram e fizeram daquele bairro a sua cidade, criando um sistema que, vivendo no seio de Manhattan, parece independente desta. Tudo é distinto: a mesma publicidade que vemos no centro da cidade encontramo-la aqui, mas em mandarim. Os produtos americanos quase desaparecem para dar lugar aos que vêm directamente do oriente. E ao nosso lado apenas passam pessoas do oriente ou suas descendentes.
 
Se a multiculturalidade de NYC é algo que se torna óbvio no primeiro momento em que saímos do aeroporto, é visitando os vários bairros da cidade que nos apercebemos disso com maior clareza: os novaiorquinos são isto mesmo – pessoas de todo o mundo, emigrantes e seus filhos, pessoas à procura do tal «sonho americano» (seja lá isso o que for) -, e talvez daí advenha a simpatia e disponibilidade de que vos falei e que é tão difícil de compreender numa cidade caótica como é esta.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Passear por Chinatown foi voar para o outro lado do mundo estando exactamente na mesma cidade. No Columbus Park encontrámos pessoas de todas as idades a conversar e a descansar, encontrámos a tradicional música chinesa tocada pelo Erhu, que nunca tinha visto antes e é um dos instrumentos de cordas mais simples que já vi e que produz dos sons mais belos que já ouvi.
 
No Columbus Park que aconteceu uma das situações mais caricatas da minha viagem a Nova Iorque.
 
No pavilhão central, uma espécie de coreto de grandes dimensões, avistámos ao longe um ajuntamento de gente que parecia conversar freneticamente. Subimos as escadas para nos aproximar e vimos o que não esperávamos: um autêntico casino ao ar livre, sob o aviso espalhado por todas as paredes “Gambling is prohibited”. Não imaginam as dezenas de pessoas que se encontravam lá, em redor das mesas, a apostar dinheiro como se de um casino a sério se tratasse. E para nossa surpresa, quando virámos costas e voltámos a descer em direcção ao parque, percebemos que nas várias mesas onde pessoas pareciam estar simplesmente reunidas a conversar, se passava exactamente o mesmo.
 
O «casino público» de Chinatown, ali mesmo, diante de nós.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Brooklyn Bridge e uma maravilhosa perspectiva de Manhattan

Depois desta fantástica aventura pelo oriente em plena Manhattan, voltámos a entrar na linha D do metro, desta vez em direcção a Uptown, e trocámos na estação seguinte para a linha 6 em direcção a Downtown e Brooklyn, para voltar a sair na estação Brooklyn Bridge/City Hall. É exactamente o que pensam: íamos atravessar a ponte de Brooklyn a pé sob o terrível calor de Nova Iorque. Mas, se perdêssemos esta oportunidade, sabe-se lá quando é que ela voltaria – pelo que ganhámos coragem e lá fomos.
 
 
 
 
 
 
A verdade é que não foi nada difícil. A ponte é pequena e, lá em cima, corre um vento bastante fresco. Com calma e entre fotografias e paragens para apreciar a paisagem, quando demos por nós já estávamos do outro lado – e nem me apercebi de quanto tempo demorou, uma meia hora talvez.
 

Da ponte avistámos toda a Manhattan: do lado esquerdo o Financial District, com todos os seus imensos prédios que concorrem para ver qual é o mais alto; do lado direito a Midtown, com o Empire State Building e o Chrysler Building a destacarem-se na paisagem.

 
[Vejam os posts sobre o primeiro – AQUI – e segundo dia – AQUI – desta fantástica aventura em Nova Iorque!]

 

 

 

Depois de chegarmos ao outro lado fomos logo à procura do parque junto à ponte, cuja vista é extraordinária e mundialmente conhecida, não fossem os vários filmes e séries em que aparece. Sentei-me na relva, à sombra, e não me cansei de olhar para a paisagem: Manhattan de longe parece calma.

 

 
 
 
 
 
 

 

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