downtown new york city

No quarto dia em Nova Iorque, já habituados à sua confusão e a conseguir caminhar ao seu ritmo frenético, lançámo-nos ao coração dos negócios da Big Apple: o Financial District. Ainda que o centro das grandes empresas, bancos e negócios, este distrito onde todos os prédios se fundem com o céu viu Nova Iorque nascer. Foi aqui que, no século XVII, os holandeses fundaram a “New Amsterdam”, um importante centro de defesa e comércio da época, que se desenvolveu até ao que hoje conhecemos: a «capital» do mundo.

World Trade Center

A primeira paragem foi  o World Trade Center. Passear por esta zona sem nos recordarmos do 11 de Setembro é, arriscaria dizer, completamente impossível. Aquele dia ainda aqui está, muito presente, demasiado vivo – naquele espaço e na nossa memória. A confusão é muita e o clima de desconfiança ainda mais: há câmaras por todo o lado, seguranças em todos os cantos, mas ainda assim a cidade não pára.

O 9/11 Memorial é imponente, de uma forma que dificilmente consigo explicar. Aquelas duas grandes fontes onde a água cai com uma força indescritível e corre para um lugar que não conseguimos ver criam um impacto brutal, sendo impossível que passem despercebidas – mesmo naquela que é a cidade mais agitada que conheci até hoje. O One World Trade Center, por seu lado, contrasta com esta pesada memória, elevando-se a uma altura sem fim, reflectindo o céu azul e trazendo luz à cidade.

ground zero

one world trade center

calatrava nova iorque

one world trade center

Trinity Church e Wall Street

Caminhámos pela Trinity Pl, até encontrarmos a Trinity Church. A igreja, que em tempos foi um dos edifícios mais altos dos Estados Unidos, hoje quase se afoga no mar de betão que a rodeia. Ainda assim, a sua localização não permite que passe despercebida: está no cruzamento da Broadway com a Wall Street, rua que começa às portas da igreja.

Pela Wall Street caminhámos pouco. A rua é relativamente estreita para a cidade que a acolhe. Entre prédios cinzentos, turistas a fotografar compulsivamente e pessoas em fato a correr de um lado para o outro, fica a sensação de asfixia. Nada de particularmente entusiasmante, pelo que seguimos em direcção ao Battery Park, onde parámos para almoçar.

trinity church

trinity church

wall-street

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Statue of Liberty, Ellis Island e a história de Nova Iorque

Mas o grande plano do dia era o de embarcar num dos cruzeiros que seguem até à estátua da Liberdade, conhecer o icónico símbolo da cidade de Nova Iorque e ainda aprender um pouco sobre a sua história na Ellis Island (que se revelou uma autêntica surpresa, mas já lá vamos).

A viagem até à estátua da Liberdade é pacífica, ainda que o barco vá recheado de turistas e haja uma luta constante por arranjar lugar sentado e/ou o melhor lugar para a fotografia. Tendo em conta que é uma atracção turística, não há nada de estranho nisto. Durante a viagem, enquanto Nova Iorque se afasta e os seus prédios vão perdendo dimensão, a Miss Liberty – que, sou sincera, é bem mais pequena do que alguma vez imaginei -, vai-se aproximando aos poucos e impondo no nosso campo de visão.

manhattan

estatua-liberdade

Pela ilha não há muito que se possa fazer: passear, fotografar e apreciar a extraordinária vista sobre Manhattan (bela de todas as perspectivas, acrescente-se). Quem se estiver a sentir muito turista pode sempre comprar o refresco que por lá vendem, cujos copos em tons amarelos imitam a tocha da estátua – uma recordação kitsch do dia. Caso se escandalizarem com o preço (como eu), aproveitem apenas o momento, admirem a estátua – que, recorde-se, é extraordinariamente esculpida em aço e cobre – ou façam uma visita ao seu interior e subam até à sua coroa.

estatua-liberdade

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De volta ao barco, a próxima paragem seria a Ellis Island, onde se encontra o Museu da Imigração. Não ia dispensar a visita ao museu, mas as expectativas eram poucas. No fim, acabou por se revelar um dos melhores museus que conheci até hoje. Porquê? Vejamos.

O Museu da Imigração utiliza o antigo edifício principal da imigração, por onde entraram cerca de 12 milhões de imigrantes. Não tem muita coisa: alguns placares com imagens, raros objectos da época (mesas, malas) e uma única reconstituição.

ellis-island

O que este museu tem de fantástico é um extraordinário áudio-guia (gratuito!), que nos faz viajar no tempo e vestirmos o papel de um desses imigrantes, que chegavam à América com uma mão cheia de sonhos e um enorme medo de serem recusados. A forma como contam as histórias, as reconstituições áudio que fazem e os relatos que nos dão a conhecer, fazem da visita algo inesquecível – uma verdadeira viagem pela história dos Estados Unidos.

 O regresso a Nova Iorque….

No fim do dia, regressámos à confusão de Manhattan, fazendo a exacta viagem que aqueles imigrantes em tempos faziam. Mas não sem antes aproveitar mais uns momentos daquela espectacular vista de Nova Iorque: uma que fixei durante vários minutos para ter a certeza de que nunca me esqueceria. E ela ainda aqui está – nas fotografias e na memória.

manhattan

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