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No passado mês de Abril decidimos pegar no carro e fazer uma pequena roadtrip pela Andaluzia. Sem grandes planos ou ambições, fizemos as malas, pegámos no carro e seguimos viagem.

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O centro histórico: a judiaria de Córdoba

Córdoba é paragem obrigatória na Andaluzia. Seja pela sua icónica mesquita, pela bela e florida judiaria de ruas esguias e pátios escondidos, pelas deliciosas tapas ou pela sua longa história, quem passa por esta área de Espanha não pode deixar de conhecer Córdoba, cidade banhada pelo Guadalquivir. Como é pequena, é possível conhecer em pouco tempo e a pé, não necessitando de grandes programações. O segredo é só um: entrar por uma das portas da muralha e explorar todos os recantos da judiaria, o antigo bairro islâmico.

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As ruas do centro histórico de Córdoba mantêm, no essencial, o traçado da cidade islâmica. Por esta razão, são muito estreitas, pouco ordenadas e quase labirínticas, pelo que facilmente nos perdemos. Mas como a ideia é exactamente essa, é imprescindível largar os mapas e explorar tudo: desde as pequenas praças, aos pátios interiores pelos quais não esperamos, às ruas cheias de flores e todos os detalhes da pitoresca cidade.

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A Mesquita-Catedral de Córdoba

O ex-libris de Córdoba é a sua mesquita-catedral – um dos meus monumentos favoritos na Andaluzia, a par do palácio de Alhambra. O grandioso e belo monumento, que nasceu como uma basílica paleo-cristã durante o século VI, conserva toda a história na sua arquitectura. Os vestígios do período muçulmano são os mais expressivos: é que no século VIII, a antiga basílica visigoda torna-se a grande mesquita do Emirato, futuro Califado de Córdoba, durante os quais tem várias ampliações. Por fim, com a Reconquista, volta a ser palco dos cultos cristãos: é construída a nave gótica, o cruzeiro, a cúpula e erguidos todos os altares dedicados ao cristianismo.

Não nego que o que mais gosto de ver são os vestígios da antiga mesquita, com os maravilhosos arcos de listas vermelhas que, ainda que já muito restaurados, recordam um tempo já bem distante de nós. A área mais impressionante da antiga mesquita é o Mihrab, um compartimento com uma cúpula e paredes de detalhes extraordinários, cujo trabalho ornamental dos mosaicos e do ataurique deixam qualquer um maravilhado.

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Depois da visita ao interior da mesquita, é tempo de apreciar o seu exterior: passar pelo pátio das laranjeiras, subir à torre-campanário e passear em redor do monumento. As portas da mesquita-catedral também são uma obra digna de atenção. Destas, aquela por onde se faz o acesso principal (a Porta do Perdão) e a última de todas de quem segue pela Calle Torrijos (a Porta do Sabat, que unia a mesquita ao palácio omíada) são as mais belas.

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A ponte romana

Depois da visita à mesquita-catedral é tempo de conhecer a ponte romana, ali mesmo ao pé. Após passar a Puerta del Puente – uma das três portas da antiga cidade que se conservam, no exacto local onde se encontrava a entrada da cidade romana e muçulmana -, está a ponte do século I antes de Cristo, outro dos emblemáticos monumentos da cidade. Se é certo que as remodelações de que foi alvo fazem com que conserve pouco do que era a sua arquitectura original, também é verdade que esta ponte sobre o Guadalquivir não deixa de ter o seu encanto.

Ao longo da ponte encontram-se músicos e pintores, num percurso que termina junto à Torre Calahorra, a antiga fortaleza de controlo da entrada na cidade. Vale a pena caminhar até à outra margem ao final da tarde ou à noite e apreciar Córdoba do outro lado: é digno de um postal.

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Os jardins do Alcázar de los Reys Cristianos

Seguindo pela Avenida del Alcázar, junto às margens do Guadalquivir, chegamos ao Alcázar de los Reys Cristianos, um palácio que apesar dos traços de arquitectura mourisca é maioritariamente uma construção cristã. Os famosos jardins são o deleite de muitos dos que visitam Córdoba e albergam as estátuas que representam o encontro de Cristóvão Colombo com Fernando de Aragão e Isabel de Castela, momento em que lhes transmitiu os seus planos de viagem antes de partir para as Américas. Todo o complexo é uma construção do século XIV e foi residência oficial dos reis cristãos durante cerca de 160 anos. Vale a pena conhecer, não apenas pela arquitectura, mas também pela riqueza e encanto dos seus jardins.

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Guia prático

O imprescindível em Córdoba:

Mesquita-Catedral xx Alcázar dos Reis Cristãos xx Ponte Romana xx Torre de Calahorra xx Judiaria (centro histórico) xx Calleja de las Flores

Outros:

Baños del Alcázar Califal xx Museu Arqueológico de Córdoba

Para ver flamenco:

Tablao El Cardenal

E comer tapas:

Em redor da Plaza de la Corredera (ou na própria praça) existem muitos sítios

Como chegar a Córdoba?

Como vos disse, fiz uma roadtrip pela Andaluzia que teve como primeira paragem Sevilha, a partir da qual seguimos para Córdoba. A vantagem de andar de carro é que não se pagam portagens nas auto-estradas e circula-se facilmente entre as principais cidades (existem muitas indicações, mesmo desde Portugal). Também existem comboios e autocarros desde as principais cidades.

Onde ficar?

Como a viagem foi feita sem planeamento, quando chegámos a Córdoba os alojamentos que sobravam no centro eram muito caros. Dado que tínhamos carro, optámos então por ficar um pouco afastados do centro histórico, no Hotel Riad Arruzafa, com quartos e atendimentos excelentes, estacionamento e um autocarro mesmo à porta que, de manhã à noite, faz a ligação ao centro histórico da cidade. Mas se marcarem com antecedência têm outras hipóteses, bem mais centrais, como o Hostal Osio Backpackers, uma solução super económica para quarto partilhado (dormitório); ou o bonito The Dreamers&Co, com um preço acessível para quarto duplo; ou, se quiserem um sítio que vos faça recuar aos tempos do Al-Andalus, têm a Hosteria Lineros 38, cujo preço também não é por aí além.

 

 
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