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A Quinta da Regaleira é, de longe, o meu local favorito em Sintra. Se não for pela arquitectura do seu palácio, a beleza e misticismo dos seus jardins levam a que qualquer um facilmente se perca durante horas a deambular pela quinta – e inevitavelmente se apaixone pelo lugar.

(+) Castelo dos Mouros, Sintra
(+) Convento dos Capuchos, Sintra
(+) Palácio e jardim de Monserrate, Sintra

Constitui um dos mais surpreendentes e enigmáticos monumentos da Paisagem Cultural de Sintra. Situa-se no elegante percurso que ligava o Paço Real ao Palácio e Campo de Seteais, dentro dos limites do centro histórico.

regaleira

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Construída há mais de 100 anos, possui segredos e detalhes difíceis de detectar numa única visita, pelo que nunca nos cansamos de regressar e voltar a explorá-la. O jardim é uma sucessão de lugares carregados de simbologia: dos poços e mundo subterrâneo indissociáveis do universo Dantesco, a todas as referências mitológicas, ao bem conhecido espírito maçónico de todos os seus recantos, a Quinta da Regaleira esconde um mundo inteiro em si.

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A obra que hoje podemos contemplar devemos a Carvalho Monteiro que, entre 1898 e 1912, fez nascer este “livro de pedra”. Misturando os estilos neomanuelino, neorenascentista e neogótico com uma boa dose de esoterismo, o resultado é um lugar onde nos sentimos num outro mundo, bem longe do nosso.

 

Os locais imperdíveis da Quinta da Regaleira

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Se é verdade que todos os cantos merecem ser explorados, há pontos que são obrigatórios. O Portal dos Guardiães é um deles. Assemelhando-se a um anfiteatro, este monumento robusto com três torres esconde a entrada no eixo principal do mundo subterrâneo deste jardim. É que os tritões, no centro desta monumental entrada, são na verdade os guardiões da passagem para aquela que é a mais importante e mais simbólica estrutura da Quinta da Regaleira – o Poço Iniciático.

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As grutas são um autêntico labirinto escuro, onde a luz só surge na aproximação a determinados pontos, sendo o Poço Iniciático um deles. Este é uma “torre invertida de 27 metros”, pela qual podemos subir e, assim, aproximar-nos da luz. Os 9 pisos que compõem este poço recordam os 9 círculos do Inferno de Dante, num espaço recheado de conotações sagradas, onde a Terra e o Céu se unem através de um laivo de luz.

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Percorrendo novamente este mundo subterrâneo que a Quinta da Regaleira esconde, encontramos um outro elemento essencial deste jardim – a fonte de água. Como local espiritual e repleto de concepções herméticas, a saída deste mundo de escuridão só pode ser feita atravessando as águas, única forma de purificação e ascensão à luz.

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 Seguem-se outras duas grandes construções da Quinta: a Capela e o Palácio que, unidos por uma gruta subterrânea que não se encontra acessível ao visitante comum, são expoentes do revivalismo manuelino.  O exuberante trabalho escultórico que o exterior do palácio ostenta deixa qualquer um maravilhado e, no seu interior, encontra-se uma sucessão de salas «temáticas» – sala da caça, dos reis, … -, elaboradas com um pormenor que caracteriza todos os recantos deste palácio, residência de verão da família de Carvalho Monteiro.

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 Saindo do Palácio, é inevitável passar pela alameda onde se alinham as estátuas das várias divindades clássicas, desde Vénus (deusa do amor e da beleza), a Dionísio (conhecido como deus do vinho e da insânia), Pã (deus dos bosques) ou Hermes (deus da eloquência, do comércio, entre outros). A alameda termina com um leão, representação máxima da monarquia – não fosse Carvalho Monteiro, também conhecido como “Monteiro dos Milhões”, conservador e monárquico.

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 Por fim, resta todo um mundo: um jardim infinito, torres, grutas, lagos e mais fontes de água, sítios imbuídos de um significado que dificilmente conseguimos alcançar, mas que conferem a este lugar as características que me levam a gostar tanto dele: um mistério e beleza ímpar.

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Como chegar a Sintra?

 De comboio e autocarro: apanhar o comboio para Sintra na estação do Rossio, que demora cerca de 40 minutos e custa à volta de 4€ ida e volta. Em Sintra, os autocarros da Scotturb fazem o percurso pelas principais atracções e podem ser encontrados no centro da vila, junto ao Palácio Nacional de Sintra. Os números 434 e 435 fazem um percurso circular e são do tipo hop on hop off – passando o primeiro (434) no Palácio da Pena e Castelo dos Mouros e o segundo (435) na Quinta da Regaleira e Palácio de Monserrate. Em alternativa, podem alugar uma bicicleta eléctrica no centro da vila ou aproveitar a boleia dos tuk tuk, que também já chegaram a Sintra.
 
De carro: em Lisboa, seguir pelo IC19 até à vila de Sintra. Uma vez no centro histórico, facilmente se encontra sinalização vertical para os diversos sítios.
 
 

Onde ficar em Sintra?

  Quando fui a Sintra fiquei no fabuloso Hotel Sintra Jardim. No entanto, existem muitas outras hipóteses em Sintra [ver mais opções de alojamento em Sintra], de entre as quais destaco o Moon Hill Hostel e o Nice Way Sintra, ambos lindos de morrer!
 
 

 
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