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Vou adiando o fim do relato sobre Nova Iorque numa tentativa de me agarrar a uma das mais entusiasmantes cidades que conheci em 2016. Cheguei a Manhattan com poucas expectativas e deixei-a com uma enorme vontade de regressar, e por isso procuro prolongar a descrição daqueles dias, autorizando-me a reviver um pouco mais todo aquele frenesim.

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Absolute Bagels, ou: onde comer Bagels em Nova Iorque

O quinto dia em Nova Iorque foi dedicado a conhecer os bairros do lado norte de Manhattan: Morningside Heights e Harlem. Se o segundo não precisa de justificação, o primeiro deve-se essencialmente a uma coisa: o bagel. Descobri entre as minhas pesquisas que um dos melhores e mais autênticos sítios para comer bagels, sem a loucura dos (outros) turistas, seria no Absolute Bagel, um pequeno snack-bar com meia dúzia de mesas no Upper West Side. Decidida que seria ali que experimentaria o célebre bagel de Nova Iorque, atravessámos Manhattan de metro, saímos na estação Cathedral Pkwy (110 St) – no canto noroeste do Central Park -, andámos cinco quarteirões e, sabem que mais? Valeu completamente a pena.

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Depois de alguns momentos de indecisão, perante um já impaciente casal do lado de lá do balcão, lá me decidi pelo que as pesquisas tinham indicado: o tradicional lox bagel, com alface, tomate, cebola e queijo creme (no meu caso, de alho e ervas). Não vos sei explicar o prazer que dá saborear o bagel perfeito, estaladiço por fora e suave por dentro, recheado de ingredientes frescos: o almoço perfeito. Estávamos prontos para caminhar.

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Columbia University e catedral de Saint John

Fomos então explorar o Morningside Heights, um calmo bairro de habitação, onde se encontra também a Columbia University. Por ser tão distinto da Midtown e Downtown, não hesitámos em explorar este outro lado de Manhattan, com uma dinâmica tão diferente do que tínhamos conhecido até então.

A Columbia University é um espaço à parte dentro da cidade, um autêntico pólo com vários edifícios – as várias faculdades – rodeados de jardins, com uma arquitectura e espaço exterior que resultam num ambiente extraordinariamente calmo e certamente inspirador para quem lá estuda. Depois de cruzarmos o recinto da universidade, seguimos pela Amsterdam Ave. até à catedral de Saint John, uma gigantesca e inacabada catedral que não esperaríamos encontrar em Manhattan.

Além de grande, esta catedral é, no mínimo, peculiar. É que a sua construção teve início em 1892 e, ao longo do seu (ainda por terminar) período de construção, foi adquirindo várias tradições arquitectónicas, conforme a vontade e gosto dos arquitectos responsáveis – resultando numa obra que prima pela originalidade.

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saint-john-cathedral

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Inevitavelmente: o Harlem

Metropolis: a cidade do Super-Homem. É o centro de Manhattan ao meio dia, com sol.
Gotham: A cidade do Batman. É o sul de Manhattan em noite chuvosa.
Harlem: é o Harlem.
~ Enric González, Histórias de Nova Iorque

Enfim: o mítico Harlem. Mal saímos da estação de metro percebe-se que é um sítio distinto: a arquitectura é completamente diferente da restante Manhattan – e, diria, em alguns casos bem mais elegante. Entre fachadas em tijolo, com águas fortadas que fazem inveja a qualquer prédio de Paris, e prédios com pórticos que nos deixam com vontade de conhecer as casas, a arquitectura deste bairro permanece quase intacta, longe dos megalómanos prédios que vão inundando a Downtown.

A Malcolm X Blvd. é o centro do mundo que é o Harlem e, a partir dali, é só começar a explorar. Desde apreciar a arquitectura do bairro no Strivers’ Row, a um almoço no famoso Harlem Shake ou até assistir a uma missa gospel, o Harlem é um bairro onde vale a pena passar um dia inteiro. Infelizmente para nós, chovia desmesuradamente nesse dia, pelo que a passagem por lá foi bem rápida.

harlem

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Ainda assim, tornou-se claro que este é um dos bairros de Manhattan que mais da sua história e origem conseguiu conservar, algo que se espelha em todos os cantos – da arquitectura, às várias igrejas dedicadas ao Gospel (a que terei de ir assistir numa próxima visita a Nova Iorque, seja na Bethel Gospel Assembly ou na Abyssian Baptist Church), ou ao mítico Apollo Theatre, onde actuaram todos os grandes símbolos da cultura musical afro-americana, como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Aretha Frankin, Nat King Cole, Marvin Gaye, Jimi Hendrix, Sara Vaughan e tantos tantos outros.

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E depois de um dia chuvoso e um jantar caseiro (porque em Nova Iorque não pode ser de outro modo), voltámos a Brooklyn para ver uma última vez a noite sobre a luminosa – e sempre viva – Manhattan. O que se pode querer mais?

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