Sevilha é um dos grandes marcos da região da Andaluzia. A memória que guarda do grande Al-Andalus funde-se perfeitamente com a vida agitada que hoje tem, tornando-se num destino obrigatório para todos aqueles que percorrem esta zona de Espanha. Sevilha é também um bom ponto de partida para conhecer a Andaluzia, região com um património histórico-cultural incomparável, que proporciona ao viajante as mais variadas experiências.

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Para conhecer Sevilha são precisos dois ou mais dias. Este é um roteiro com os locais indispensáveis mas, quanto mais tempo houver, mais haverá para descobrir. A verdade é que já lá estive diversas vezes e, de cada vez, há sempre algo novo, algo em que nunca tinha reparado antes – e assim acontece com toda a Andaluzia.

Dia 1 – o centro histórico de Sevilha

O dia terá de começar bem pela manhã, num passeio pela Plaza de España. Esse majestoso edifício semi-circular, recheado de painéis de azulejos em representação das várias províncias de Espanha, é um dos locais de referência da cidade. Localizado no Parque María Luísa e construído em 1928 no âmbito da exposição Ibero-Americana que se celebrou no ano seguinte, esta obra arquitectónica e artística revela-se como uma autêntica galeria.

A um curto e agradável passeio a pé através do Parque María Luísa encontra-se o Museu Arqueológico de Sevilha, no belo Pavilhão das Belas Artes da Exposção Ibero-Americana de 1929, projectado pelo mesmo arquitecto que fez erguer o edifício da Plaza de España. A colecção do Museu Arqueológico é riquíssima e conta toda a história da antiga Sevilha, pelo que merece uma visita.

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 Depois deste passeio é tempo de rumar centro histórico adentro. A primeira paragem terá de ser o Real Alcázar de Sevilha, um conjunto que tem uma longínqua origem na Hispalis Romana, ainda que a arquitectura que vemos hoje remeta para o auge da ocupação islâmica, momento em que se formou o Al-Andalus. Tal como a Mesquita de Córdoba e tantos outros monumentos, foi tendo diversas funções ao longo dos tempos. De palácio do governo Omíada passou a Alcázar dos governantes de Sevilha até que, com a reconquista cristã, passou a pertencer à coroa espanhola, sua detentora até aos dias de hoje.

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Logo ali, bem perto do Real Alcázar, encontra-se a Catedral de Sevilha e a Torre Giralda. Aquela que é a maior catedral de Espanha e a terceira maior do mundo é Património Mundial da UNESCO desde 1987, em conjunto com o vizinho Real Alcázar e o magnífico Arquivo das Índias. Encontra-se no mesmo lugar onde em tempos se ergueu a mesquita de Sevilha e é, na verdade, a maior catedral gótica do mundo. Se estas razões não forem bastantes para a conhecer, talvez interesse o facto de lá se encontrar o mausoléu de Cristóvão Colombo, cujo corpo foi para aqui transferido depois de ter estado na Catedral de San Cristóbal, em Havana.

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Depois de todos estes monumentos históricos, que nos fazem viajar pela história de Sevilha, é tempo de ir até um marco bem mais recente da cidade: o Metropol Parasol. Trata-se de uma gigante construção em madeira em plena Plaza de la Encarnácion, inaugurada em 2011. É a maior estrutura em madeira do mundo e as suas formas, que levam a que também seja conhecido como Setas de Sevilla (cogumelos de Sevilha), em conjunto com a sua dimensão, tornam esta obra arquitectónica impressionante. No seu topo é possível encontrar um miradouro a partir do qual se pode observar o centro histórico de Sevilha. Sob o edifício encontra-se o Antiquarium, onde se podem conhecer os vestígios arqueológicos dos períodos romano e islâmico, identificados durante a primeira fase de construção do monumento.

Dia 2 – das margens do Guadalquivir a Triana

O segundo dia deve começar com um passeio pela zona ribeirinha, junto ao Guadalquivir, no Paseo de Cristóbal Colón. Num pequeno e agradável percurso é possível conhecer a Torre del Oro e, para os interessados, a Plaza de Toros de la Real Maestranza. Se do último nada conheço além da fachada, da Torre del Oro sei que a sua origem recua ao Al-Andalus, momento em que serviu de torre de vigilância, para controlar a circulação no Guadalquivir. Mais tarde foi prisão e o nome que lhe damos hoje deve-se ao facto de em tempos ter servido para armazenar valiosos objectos. Actualmente, no seu interior, encontra-se um magnífico museu marítimo onde se pode conhecer mais da história de Sevilha e, do seu topo, apreciar a vista sobre a cidade.

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Continuando pelo Paseo de Cristóbal Colón e passando a Puente de Isabel II (ou Ponte de Triana), a partir da qual se tem uma magnífica vista sobre o Guadalquivir e se avista a catedral de Sevilha, encontramo-nos num dos bairros mais típicos de Sevilha: Triana. Aqui vale a pena passar longas horas a passear pelas ruas, almoçar ou comer umas tapas num dos vários restaurantes, apenas para apreciar a vida neste movimentado bairro.

Mal cruzamos a ponte Isabel II deparamo-nos com dois pontos essenciais deste bairro: o Museo del Castillo de San Jorge e o Mercado de Triana. O primeiro destaca-se pelas suas torres com coloridas cúpulas em azulejo onde o azul predomina. O segundo é um mercado público onde, além de bancas de alimentos, se encontram vários bares-restaurante onde é possível petiscar ou almoçar. Depois destes, o essencial é deixarem-se perder pelas ruas, apreciar os edifícios e arquitectura tão tipicamente espanhola e terminar com um novo passeio junto às margens do rio, pela Calle Betis ou pelo Paseo Nuestra Señora de la O.

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Guia prático

O imprescindível em Sevilha:

Plaza de España xx Real Alcázar xx Parque María Luisa xx Catedral de Sevilha e Torre Giralda xx Metropol Parasol xx Casco Antiguo xx Torre del Oro xx Puente Isabel II (ou Ponte de Triana) xx  Mercado de Triana  xx Museo del Castillo

Outros:

Museu Arqueológico de Sevilha xx Isla Mágica (parque de diversões) xx Recinto da Expo 92  xx Plaza de Toros de la Real Maestranza

Para ver flamenco:

O Tablao El Arenal é o típico espectáculo de flamenco, muito direccionado para turistas. No bairro de Triana também existem diversos sítios.

E comer tapas:

Em todo o centro histórico (em redor da Catedral de Sevilha) e no bairro de Triana encontrarão dezenas de sítios para tapear.

Como chegar a Sevilha?

Como vos disse, fiz uma roadtrip pela Andaluzia que teve como primeira paragem Sevilha, a partir da qual seguimos para outros lugares. A vantagem de andar de carro é que não se pagam portagens nas auto-estradas e circula-se facilmente entre as principais cidades (existem muitas indicações, mesmo desde Portugal). Também existem comboios e autocarros desde as principais cidades.

Onde ficar?

Tal como em Córdoba não tínhamos nada planeado. Por sorte encontrámos uma promoção num excelente hotel (sim, nesta viagem resolvemos ser mais requintados no alojamento, de vez em quando também faz falta!) bem no centro de Sevilha e que aconselho vivamente – o Hotel La Casa Maestro Boutique. É extremamente bem decorado, tem um staff simpatiquíssimo e um pequeno-almoço variado e completo. Se precisarem de algo mais económico mas igualmente no centro e de qualidade, experimentem a Pension San Pancracio ou o Hostel Triana Backpackers. Consultem também todas as dicas que dei para encontrar alojamento barato no Booking e, claro, apoiem o blog reservando através dos links e caixas de pesquisa que vão encontrando por aqui – não vão gastar nem mais um cêntimo e ainda apoiam o Aonde (não) estou!

 

 

 
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