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Dubai nunca esteve nos meus planos de viagem, nem sequer a longo prazo. Mas quando marcámos a viagem para a Tailândia só tínhamos duas hipóteses: 50 e sabe-se lá mais quantas horas em viagem com escalas em todo o lado e mais algum, ou dois voos com apenas uma escala, no Dubai, por 22 horas. Foi fácil optar: esta última era a única que nos permitia sair do aeroporto, evitando assim um sem-número de horas entre aviões e salas de espera. Ainda que o Dubai nunca me tenha despertado uma imensa curiosidade, não deixei de sentir um certo entusiasmo por ter a oportunidade de espreitar uma das cidades mais megalómanas do mundo. Rapidamente montei um roteiro e, depois de um voo de cerca de 8 horas e uma curta noite num hotel perto do aeroporto (chegámos à 1 da manhã e demorámos quase 2 horas a sair do aeroporto), fomos conhecer um pouco da maior cidade dos Emirados Árabes Unidosem 10 horas.

 

Manhã

A manhã começou pela parte antiga da cidade. Antes da loucura de arranha-céus que conhecemos hoje, o Dubai era um local de pescadores e mercadores, um ponto estratégico nas trocas do Golfo Pérsico e possuía um dos mais importantes portos e mercados (souks) da região. Não podia passar pelo Dubai e ignorar este seu passado, pelo que depois do pequeno-almoço entrámos no metro em direcção a Deira, a cidade velha. Saindo na estação Baniyas Square, são apenas uns 15 ou 20 minutos de caminhada até à zona dos souks.

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O primeiro, o Gold Souk, é um conjunto de lojas onde turistas se acumulam para aproveitar o facto de este ser um dos melhores sítios para comprar ouro, pela boa relação qualidade-preço. O Spice Souk, por sua vez, era um pouco mais próximo daquilo que esperava encontrar, com bancas recheadas de cores e especiarias que desconhecia. Aqui, com alguma persistência e uma boa dose de paciência, lá conseguimos comprar açafrão verdadeiro a um preço razoável.

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Depois de um quase calmo passeio pelos mercados (não fossem os habituais «atropelamentos» e insistências por parte dos vendedores, a que nunca me habituei) apanhámos um Abra (o tradicional barco-taxi) para atravessar o Dubai Creek, que corresponde a um misto entre rio e enseada. A viagem dura cerca de 5 minutos – ou nem tanto – e custa apenas 1 dirham. E assim, em menos de nada, estávamos na zona de Al Fahidi.

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Caminhámos em direcção à zona histórica, no sentido do bairro Al Bastakiya. Pelo caminho fizemos uma pequena paragem junto à Grande Mesquita, a maior do emirado, que apenas pode ser vista de fora por aqueles que não são muçulmanos. Logo ali ao lado encontra-se o forte Al Fahidi que foi construído em 1787 e alberga, actualmente, o Museu do Dubai

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Daqui até ao núcleo histórico de Al Fahidi são apenas uns minutos. Al Bastakiya foi construído no século XIX e era originalmente um bairro de mercadores persas. Nos finais do século XX começou a ser progressivamente demolido para ver nascer novas construções até que, em 2005, se iniciou um projecto de reconstrução do antigo bairro. Entre ruas estreitas e labirínticas e paredes altas de argila, a regra aqui é perderem-se, passearem sem rumo. Por vezes vão deparar-se com pequenas praças onde o sossego reina e aquilo que mais vão encontrar, um dos elementos mais marcantes deste local, são torres que se erguem aqui e ali e que correspondem barjeels, torres que incorporam um método antigo para ventilar e refrescar as casas (vejam aqui como funcionava).

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O almoço foi no Arabian Tea House que, não sendo a solução mais barata, nos deixou satisfeitos: a comida era deliciosa e as doses mesmo muito bem servidas – de tal modo que, mesmo sobrando comida, só voltámos a ter fome à noite, já no aeroporto. 

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Tarde

Depois de almoço seguimos pela rua Al Satwa e apanhámos o metro na estação Al Fahidi. O destino: A estação de Dubai Marina. É um percurso longo, de cerca de meia hora, durante o qual podem apreciar o Dubai que se conhece: a parte moderna afirma-se  progressivamente com todos os seus arranha-céus, vias rápidas e grandes outdoors. Se estiverem atentos, facilmente vêem ao longe o Burj Al Arab, o famoso hotel que se auto-proclamou de “7 estrelas”. Chegando à marinha do Dubai, há pouco para ver: prédios altos ao longo de um passadiço onde é possível passear ou sentar numa esplanada. Portanto voltámos para o metro em direcção à estação Burj Khalifa/Dubai Mall.

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A partir da estação Burj Khalifa/Dubai Mall, são cerca de 20 minutos a pé por um interminável corredor até entrar no Dubai Mall que, por sua vez, e fazendo jus ao facto de ser o maior centro comercial do mundo, nos obriga a mais uns 10 minutos a pé, seguindo sempre as indicações Dubai Fountain.

Quando chegámos junto ao Burj Khalifa, o maior edifício alguma vez construído pelo Homem, já a noite tinha caído. A partir das 18h, de meia em meia hora, na Dubai Fountain há um espectáculo de água gratuito (sim, adivinharam: o maior do mundo dentro do género) que é, na minha opinião, uma valente piroseira (esguichos de água acompanhados de música romântica não são bem o meu cup of tea) mas ainda assim tem a sua piada – mais não seja pelos “aaaahhhh” e “oooooh” da sempre vasta e atenta audiência. Sem dúvida, pela experiência (recorde-se: gratuita), vale a pena assistir.

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Guia prático

Visto:

Os cidadãos portugueses não necessitam de pedir visto antecipadamente, já que este é dado à chegada ao Dubai (sem custos). 

Metro:

Esta é a forma mais fácil de circular na cidade, pelo que sugiro que escolham um hotel perto de uma das estações. Se o tempo for pouco, comprem os bilhetes diários para não perderem tempo de cada vez que quiserem circular (20 dirhams).

E um à parte:

Preparem-se para gastar dinheiro. O Dubai é caro e é difícil dar a volta a isso. Foi de longe o dia mais caro da nossa viagem – e só estivemos lá algumas horas!

 


 
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