Com o ano a começar é tempo de delinear objectivos e estabelecer metas. “Resoluções”, como lhes chamamos por esta altura. A passagem do ano é para muitos o início de um novo ciclo, pelo que é difícil não acabarmos contagiados com o espírito (mesmo quando somos relutantes e nos recusamos a cumprir a tradição das 12 passas). Tal como vos disse aqui, perdi o hábito de fazer essa lista-quase-sempre-impossível-de-cumprir, pelo que não existem resoluções para 2017 – apenas uma mão cheia de sonhos.  Projectos tenho muitos, mas nenhum deles com data limite de validade, ainda que ficasse satisfeita se os pudesse concretizar nos próximos tempos. Embarcando neste espírito e aproveitando os meses do ano, partilho convosco 12 viagens que espero poder realizar a curto/médio, caso as circunstâncias o proporcionem. Espero que a partilha vos inspire a escolherem o vosso próximo destino!

JANEIRO: VIETNAME

O Sudeste Asiático está no topo da lista de grandes viagens a fazer nos próximos tempos e o Vietname um dos países que mais me desperta curiosidade. Dos templos às magníficas paisagens verdejantes, da loucura de Hanói à antiga cidade de Hoi An, da mítica baía de Ha Long às magníficas grutas como Sơn Đoòng; ou o Delta do Mekong, os tão conhecidos campos de arroz, as pessoas e a fusão que é a sua cozinha: tudo me atrai neste país que cada vez chama mais por mim.

FEVEREIRO: PRAGA

Eu não disse que esta lista seria lógica, e por isso saltamos do Vietname para a bela capital da República Checa: Praga. Não sei bem como, mas a verdade é que nunca fui até Praga, ainda que há anos que esta antiga cidade cujos vestígios da época medieval continuam bem vivos me deixe com uma enorme vontade de a conhecer. O rio e as suas encantadoras pontes, o majestoso castelo, o impressionante relógio astronómico, a excêntrica «casa dançante» ou a biblioteca do mosteiro de Strahov: tudo são razões para conhecer esta capital.

MARÇO: MÉXICO

Já estive muito perto de organizar uma viagem ao México, que acabou por não acontecer (troquei-a pela espectacular e há muito desejada aventura pela América do Sul). Mas a verdade é que tudo me atrai neste país. Posso dar-vos quatro simples – e mais do que suficientes – razões para o conhecerem: a loucura da sua capital, a Cidade do México; o paraíso que é a sua costa, pacífica ou atlântica; as impressionantes pirâmides da província do Yucatan; a comida – saborosa, fresca e, o melhor: barata! Também ficaram convencidos?

ABRIL: BUDAPESTE

Num novo salto até à Europa, a cidade cortada pelo Danúbio tem vindo a despertar-me cada vez mais curiosidade nos últimos anos. Li algures que de certo modo recorda Paris, pela sua charmosa arquitectura, tendo no entanto uma colossal vantagem relativamente àquela: é uma cidade (mais) barata. Das estadias à – aparentemente deliciosa – gastronomia, consta que tudo é relativamente acessível. Isto, conjugado com as suas mundialmente famosas termas, o seu espantoso parlamento e a história da cidade que se reflecte em todos os seus cantos fazem com que esta seja, por certo, uma das próximas cidades que vou visitar no nosso continente.

MAIO: MARROCOS

Marrocos está mesmo aqui ao lado e não é um destino nada caro, pelo que há muito que está na minha lista de desejos. Ainda não se concretizou por uma razão: até ao momento não se reuniram todas as condições para fazer a minha viagem “de sonho” a Marrocos. Para mim, ir a Marrocos só faz sentido se for em grupo. Não me perguntem porquê mas, apesar de não ser a maior fã de viagens em grupo, esta é daquelas que, para mim, tem de ser (vá-se lá compreender!). Imagino-me numa auto-caravana com mais três ou quatro amigos a partir Marrocos adentro, parando a nosso bel-prazer. Mas posso revelar-vos: o desafio já foi lançado e talvez esta viagem não esteja tão longe quanto isso.

JUNHO: ILHAS GREGAS

Quem não? Seja pela beleza da sua arquitectura, pelo azul da sua costa ou pela riqueza da sua história, há várias razões pelas quais gostava de fazer esta viagem. Só tenho pena que seja tão cara! E ainda tem um outro problema, que é decidir onde ir: Santorini, Creta, Mikonos, Rodes, Samaria, Kerkyra, Corfu, entre tantas outras – torna-se muito complicado escolher qual queremos conhecer! E, claro, quem vai às ilhas tem de passar pela grande capital Atenas, não pode dispensar uma visita ao espectacular oráculo de Delfos ou uma passagem pelo Peloponeso… por certo uma viagem cara, mas tenho a certeza de que valerá a pena.

JULHO: NÁPOLES

Já estive em Itália, mas continuo a guardar o desejo de fazer uma viagem apenas por este país e conhecê-lo, a fundo, de norte a sul – de comboio, de bicicleta ou de caravana. Itália atrai-me pelas pitorescas paisagens, pela maravilhosa cozinha (porque eu podia viver o resto da vida a comer massa) e pelas suas gentes, que sempre associo a uma personalidade forte. Nápoles, essa conturbada cidade dominada pelo Vesúvio, seria um destino obrigatório – não apenas pela cidade em si mas também por guardar uma das maiores relíquias arqueológicas que sobreviveram ao tempo: a cidade de Pompeia.

AGOSTO: TRANSIBERIANO

Quando penso em fazer essa grande viagem através da Rússia e Ásia Oriental numa carruagem de comboio não consigo evitar imaginar-me como uma personagem da Agatha Christie (qual Expresso do Oriente!). A ideia de cruzar países tão frios e secos como a região da Sibéria num «quarto em movimento» deixa-me (muito) entusiasmada e com um certo frenesim. O percurso que gostava de fazer era o do  Transmongol, que vai desde a Rússia à China, passando pela Mongólia. É uma viagem que exige tempo e algum dinheiro, pelo que veremos quando se concretiza!

SETEMBRO: JORDÂNIA

A riqueza do Património da Jordânia, cujo auge são as ruínas de Petra – cidade esculpida à mão pelos nabateus – é, claro está, um dos factores que mais me atrai neste país. Mas a Jordânia tem muito mais: os vestígios do império romano em Gérasa, cidade com mais de 3 mil anos de história; as águas salinas do Mar Negro, onde consta que podemos flutuar durante horas; as áridas paisagens do deserto de Wadi Rum; ou os beduínos, a sua cultura e a sua comida – tudo são motivos para marcar um bilhete de ida para a Jordânia. A instabilidade da zona tem-me desencorajado a fazê-lo, mas verdade seja dita: a Jordânia tem uma dimensão semelhante à de Portugal (!!) e em pouco mais de uma semana é possível conhecer-se moderadamente o país.

OUTUBRO: JAPÃO

O Japão conquistou-me pela sua cultura. O modo de viver e a influência da religião, que mais do que uma prática é uma forma de estar – uma extremamente espiritual, da qual é exemplo a tradição de festejos de ano novo, tão distinta da nossa -, que se traduz nos seus quotidianos. Se a cultura japonesa tivesse de ser definida numa palavra, o termo mais correcto seria talvez “equilíbrio” e, julgo que, nascida e criada na cultura ocidental, teria muito a aprender numa viagem ao Japão. Este é o país dos templos, da cidade antiga de Quioto, dos belos jardins e suas cerejeiras, do Monte Fuji e de uma história milenar, onde o modo de estar é completamente distinto do nosso – e, só por isso, merece ser conhecido.

NOVEMBRO: PATAGÓNIA

Como vos disse aqui, o Chile conquistou-me o coração à primeira vista. Voltar a este extraordinário país, de cultura tão antiga, paisagens tão marcantes e espírito tão jovem é algo com que anseio desde que lá estive. Quando voltar, será para o percorrer de Sul a Norte: começar pela Patagónia Argentina e Chilena e deliciar-me com as suas paisagens deslumbrantes; rumar para o centro do país até Santiago; continuar com uma breve passagem pela Ilha da Páscoa e, de preferência de carro, seguir até ao Norte do Chile. Regressar ao deserto do Atacama é obrigatório e passar por lá mais uns tempos, a explorar o seu território árido, um desejo que ficou. O Chile é um país de grandes contrastes e poder vivê-los numa só viagem seria, sem dúvida, um sonho.

DEZEMBRO: CAMBODJA

Depois de conhecer as Pirâmides de Gizé e passear pelas ruínas do Machu Picchu, Angkor Wat passou para o topo das prioridades no que toca a sítios arqueológicos a visitar rapidamente. Considerado Património da Humanidade pela UNESCO em 1992, este majestoso e místico templo abraçado por raízes e de onde se avista o nascer do sol há muito que habita a minha imaginação. Mas não é a única razão que me faz desejar o país! Conhecer a sua vizinha Siem Reap, visitar a cidade flutuante de Chong Khneas, passear na contrastante Phnom Penh e até, quem sabe, dar um pulinho até Koh Rong – ora aqui está uma viagem que já não quero adiar por muito mais tempo.

 

 

E vocês, que destinos esperam conhecer nos próximos tempos?

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