Na minha última viagem, a essa cidade electrizante que é Nova Iorque e sobre a qual já falei em alguns posts (vejam como foram os meus primeiro e segundo dia na cidade e as primeiras impressões após o regresso), tive a oportunidade de experimentar pela primeira vez o Airbnb – plataforma através da qual podes encontrar alojamento em quase todas as partes do mundo (seja um quarto, um apartamento ou uma mansão). Sabia que, em Nova Iorque, não me poderia isolar num hostel e que, para ter a experiência total da cidade, alugar um apartamento era imperativo.
 

A minha experiência

Como vos revelei no post sobre os preparativos da viagem, esta foi planeada um pouco à última da hora pelo facto de não ter estado propriamente nos meus planos com antecedência suficiente. Como tal, apenas tratei de arranjar o apartamento cerca de um mês a três semanas antes da viagem. Os meus critérios de pesquisa eram simples: queria algo cómodo, «barato» (dentro do possível para Nova Iorque) e bem localizado, junto a paragens do metro. Depois de uma pesquisa genérica tendo em conta tudo o que pretendia, fiz uma lista dos vários que me agradavam e, entre Manhattan e Brooklyn, consegui listar uns dez que se enquadravam exactamente no que pretendia.
 
A partir daí foi começar a reduzir e o que fiz foi ler as críticas de hóspedes anteriores aos vários alojamentos e começar a contactar com os anfitriões, para perceber como eram. Neste tipo de coisas a – passe a expressão – «vibe» que transmitimos às pessoas e que elas nos transmitem é muito importante, pelo que o primeiro contacto é dos momentos mais importantes. Acabei por receber resposta de poucos e, tendo desistido da hipótese de ficar em Brooklyn – porque queria meesmo sentir Manhattan -, lá fiquei com duas casas por escolher. E, a partir deste momento, apenas uma coisa contou: a simpatia dos anfitriões.
 
Foi assim que Katherine, a simpática rapariga do apartamento perto de Chinatown, me conquistou. Super simpática e comunicativa, respondeu a todas as minhas questões e ajudou-me a perceber como tudo isto funcionava, já que para mim era um mundo novo – algo que admiti logo no primeiro contacto com ela. Estava decidido. Ia ficar num pequeno apartamento perto de Chinatown, numa rua bem sossegada e a um minuto a pé do metro. Tudo reservado, Katherine já me tinha enviado toda a informação que eu precisava para aceder à casa visto que não poderia estar lá para me receber – mas enviou-me literalmente umas três páginas com mapas e explicações de como funcionava o metro, o que deveria fazer ao sair do aeroporto e tudo o mais que precisava. Estava descansada e sabia que tudo ia correr bem.

 

 
Dois dias antes de partir para Nova Iorque, a minha anfitriã cancelou a reserva. Já não tinha onde ficar em Nova Iorque.
 
 

Cancelamento da reserva e solução

 
 
O Airbnb envia todas as notificações importantes – mensagens dos anfitriões e outros contactos e alterações de reservas – para o telemóvel e recordo-me que quando recebi a mensagem, a meio do dia de trabalho, congelei. Estava tão descansada com a viagem, organizá-la, mesmo que à última, tinha sido tão fácil que não havia ponta de nervosismo – até que recebi a fatídica mensagem. Uns minutos depois recebo um email da anfitriã a desfazer-se em desculpas, explicando que na noite anterior os canos da cozinha rebentaram e que a casa não estava, de todo, habitável. Enviou-me um texto imenso a explicar a situação, incluiu fotos, pediu desculpa e disponibilizou-se para me ajudar a arranjar outro apartamento. Teve ainda o cuidado de pedir ao Airbnb que me desse assistência personalizada, pelo que pouco tempo depois fui também contactada por um operador da empresa, que me esclareceu uma série de dúvidas de forma muito rápida e se revelou bastante prestável.
  
 
O Airbnb deu-me duas hipóteses: reaver o dinheiro na totalidade ou voltar a alugar um outro apartamento, desta vez com um bónus de 92€ oferecidos pela empresa pelos transtornos causados.
 
 
 
 
 
 
Continuava convencida de que ficar num apartamento era, de longe, a melhor opção e mal cheguei a casa comecei a minha pesquisa. Só descansei depois de contactar uns 10 anfitriões diferentes. Só tive de esperar uma hora até obter resposta de um. Era um apartamento fantástico, tão bom e bem localizado que parecia mentira: enorme (para o normal de Manhattan), bem decorado e em pleno Hell’s Kitchen, pertíssimo da Times Square. Pareceu-me que por norma seria mais caro mas, como não tinha tido reservas, baixou o preço – e com o meu bónus de 92€ enquadrava-se completamente no orçamento.
 
Fiz a reserva. Mas estava muito nervosa. O anfitrião não tinha nada a ver com Katherine: apesar de ser muito comunicativo, não desenvolvia muito as conversas, era muito directo e, por vezes, até seco. Contrariamente a Katherine, não forneceu a morada completa: tínhamos todas as informações menos o número de porta. Tive receio de me estar a meter numa grande embrulhada e tentava concentrar-me no facto de ter o contacto de um operador do Airbnb e que, caso acontecesse algo, teria apoio imediato. Ou pelo menos queria acreditar que sim.
 
Passei os dois dias seguintes e toda a viagem para Nova Iorque nervosíssima. Todo o stress que não tive durante a organização da viagem – e até ao momento do cancelamento -, estava a tê-lo agora, concentrado em dois dias. E para terem noção do nível da coisa, saibam que eu quase nem comi no dia que antecedeu a viagem. A sério.
 

 

Chegada a Nova Iorque e a casa

Chegámos ao JFK às oito da noite e, daí até ao centro de Manhattan, como tínhamos de passar pelo controlo de fronteiras – algo de que falarei num outro post – e estava trânsito no metro (sim, o metro de Manhattan tem trânsito), demorámos quase duas horas até chegar ao local combinado com o anfitrião. Quando cheguei avisei-o e, depois, foi esperar – e o nervosismo só a aumentar. Só pensava na lista de hotéis da zona que tinha organizado para o caso de algo correr mal e, depois de uns longos quinze minutos de espera – os mais longos quinze minutos da minha vida -, ele apareceu. Era real.
 
Chegou, apresentou-se, cumprimentou-nos e pediu para o seguirmos até um prédio. E lá estava a casa. Tal e qual as fotografias que tinha visto e exactamente onde pensava esperava que fosse. Todo o meu nervosismo desapareceu e, numa breve conversa com o anfitrião, percebi porque é que ele tinha sido tão breve em todas as suas respostas.

 

É que, alugar casa em Nova Iorque por períodos curtos, é ilegal. E eu não sabia.
 
 
Quem me explicou isto foi o próprio anfitrião. Eu fiz cara de espanto mas ele rapidamente me disse que não havia problema, porque toda a gente o faz. Apenas se deve ser discreto e, acima de tudo, evitar revelar às autoridades no aeroporto.
 
A casa era espectacular: simples mas bem decorada, limpa, com uma cozinha bem equipada e, o mais importante naquela que foi a semana mais quente do ano em Nova Iorque, com ar condicionado. A estadia foi óptima, o anfitrião – agora um pouco mais relaxado – respondeu a todas as minhas questões durante a estadia e, no fim, ambos demos excelentes comentários um ao outro. A casa revelou-se muito melhor, maior e mais bem localizada do que a primeira reserva, o que prova que, de facto, “há males que vêm por bem”. Ou nunca tínhamos tido a possibilidade de ir a Times Square na própria noite em que chegámos.
 

 

 
 

Em modo de conclusão…

Tive, como se percebeu, uma primeira experiência um pouco atribulada – mas a verdade é que no fim tudo correu (super) bem. O Airbnb revelou-se um site seguro, fácil de compreender e com uma excelente assistência. A experiência de alugar casa e “viver como um local” enriqueceu sem sombra de dúvidas a minha viagem a Nova Iorque – e permitiu-me poupar imenso em comida e ter toda a privacidade possível, que nunca teria num hostel. Voltarei a utilizar o site sem a menor das dúvidas.

 

 


 
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