Descobri Quintandona, uma aldeia centenária perdida na paisagem agrícola dos arredores do Porto, através de uma publicação do Filipe Morato Gomes no Alma de Viajante e, a partir desse momento, entrou na minha lista de locais a conhecer. No último fim-de-semana fiz uma pequena incursão ao Norte de Portugal e, no domingo à tarde, a família rumou à aldeia.
 
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Quintandona localiza-se na freguesia de Lagares, a cerca de 30 minutos de carro do Porto e em plena Rota do Românico. Chegar é fácil mas as indicações para a aldeia são nenhumas – foi só quando chegámos à entrada da aldeia que encontrámos uma placa com indicação para este maravilhoso sítio perdido na paisagem.
 
 
A aldeia foi recentemente recuperada e o resultado foi fenomenal – onde antes se encontravam casas abandonadas, agora estão construções bem conservadas, de um bom gosto incrível, sem nunca se afastar do que era o estilo original. A arquitectura desta aldeia é bastante singular, composta por xisto, granito e lousa, que se entrelaçam com o verde da paisagem rural e resultam numa paisagem bela e muito autêntica.
 
 
 
  
Adoro explorar o meu país e não nego que tenho uma pequena paixão por aldeias tradicionais e históricas, particularmente pelo facto de me transportarem no tempo. Quintandona não foi excepção: para além das casas, um breve passeio pela aldeia leva-nos a passar pelo Pelourinho, pela capela com mais de 200 anos, pelos lavadouros e pelos canastros – denominação atribuída aos espigueiros naquela zona.
 
 
 
 
 
A tradição pasma-se em cada canto da aldeia e a ligação ao campo ainda é notória. É fácil encontrar animais a pastar e campos agricultados, transportando-nos para todo um outro mundo, ali mesmo às portas do Porto.
 
 
 
Mas o tempo passou por Quintandona e com ele veio uma actividade cultural dinâmica. Para além do Centro Cultural – A Casa do Xiné, a aldeia alberga a Associação Como D’Eantes, um grupo de teatro que escolheu a aldeia como sua casa. Além do mais, todos os anos, no terceiro fim-de-semana de Setembro, Quintandona vê as suas ruas rechearem-se de gentes, comidas e bebidas, durante a Festa do Caldo de Quintandona. Nunca visitei a aldeia nesse fim-de-semana mas garanto-vos que quem a viu assim não esconde a magia que a aldeia ganha e a maravilha que é o seu famoso caldo.
 
 

Guia prático

Como chegar?

De carro: seguir pela A4 no sentido Vila Real e sair na saída 9. Seguir as indicações para Recarei (N15) e depois para a Sobreira (N319) e, por fim, seguir as indicações da Rota do Românico. Rapidamente se encontra a indicação para Quintandona.
De comboio: na estação de São Bento, apanhar o comboio urbano em direcção a Recarei/Sobreda. Da estação são cerca de 4km até à aldeia, que podem fazer a pé ou de táxi.

Onde comer?

Para comer há poucas hipóteses – mas são certamente suficientes. O winebar Casa da Viúva é um local maravilhoso onde podem encontrar «tapas à portuguesa» e degustar vinhos. Com uma decoração encantadora e um ambiente relaxado, é o sítio de eleição para petiscar e passar uma tarde.

Onde dormir?

Novamente temos duas hipóteses: a Vizinha da Viúva, casa ao lado do winebar referido anteriormente, e a Casa Valxisto, com a sua fantástica piscina.

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