Quem viaja sabe que por mais preparados e informados que julguemos estar, acabamos sempre, em algum momento, por nos encontrar numa situação chata. Pequenas falhas, distracções ou imprevistos que resultam muitas vezes em momentos de desespero completo – e, mais tarde, em histórias fantásticas e hilariantes para contar. Como referi neste post, apesar de viajar desde miúda, só há uns anos comecei a fazê-lo sozinha e desde então que tenho vindo a reunir uma lista imensa de situações chatas ou simplesmente ridículas, que honestamente preferia ter evitado. Hoje trago-vos aquelas que são típicas de alguém que se estreia no mundo das viagens. Preparem-se para rir (e não repetir).
 

#1. Ir para um lugar recôndito sem nos certificarmos com antecedência se têm multibanco

E sim, é exactamente o que pensam, não levava mais do que uns trocos na carteira. Isto é daquelas coisas que podem (e vão) acontecer a qualquer um e, a mim, aconteceu-me na primeira viagem que fiz sem os progenitores. Yup, começar em grande. Estava no meio do nada, despreocupadamente, até que chegou o dia do regresso e não tinha dinheiro para pagar o autocarro de ida para a cidade mais próxima – tinha uns 17 anos, imaginam o pânico? Felizmente encontram-se sempre boas pessoas pelo caminho e a senhora da recepção do sítio onde ficámos alojados lá nos deu dinheiro em troca de um pagamento por multibanco.

 

#2. Não confirmar se o cartão multibanco funciona fora do país

É verdade, tenho várias experiências traumáticas com multibancos, haha! E até me acontecer isto, não fazia a mais pequena ideia de que haviam cartões multibanco que só funcionavam em Portugal (e aposto que vocês também não) – mas há. Só quando entrei na faculdade passei a ter um cartão mesmo meu porque, até lá, utilizava um em nome da minha mãe. Segui despreocupadamente para Barcelona com ele até que, logo à chegada (do tipo: imediatamente a seguir a pousar as malas no hostel) resolvemos ir levantar dinheiro para comer. O cartão não funcionava. Pânico. Mais cansaço. Igual a choro. Tinha andado a juntar dinheiro para aquela tão desejada viagem e de repente não podia aceder a ele. A solução foi, claro está, ligar ao pai – que transferiu a quantia que eu tinha juntado para a conta do meu namorado, cujo cartão felizmente funcionava. Nestas ocasiões, nunca assumam nada. Confirmem tudo antes de ir e, se vão viajar durante muito tempo e para longe, comuniquem ao vosso banco – para não terem surpresas.

 

#3. Acreditar que a água foi mesmo fervida

Há determinadas zonas do mundo (e não são assim tão poucas) em que não é aconselhável para nós, ocidentais e mal habituados, beber água corrente. Em comida, só mesmo se tiver sido fervida (e mesmo assim). Estávamos nós em Cuba quando alguém decide que podíamos comer uma lagosta. Pedimos várias vezes à senhora (de uma casa particular) que ia cozinhar este fantástico manjar que fervesse bem a água e, segundo a mesma, foi isso que ela fez. Só que não. Ou, pelo menos, não o suficiente. Resultado? Um dia inteiro em Havana na cama – ou, devo dizer, na sanita. Todos, sem excepção. Foi horrível. Julguei que ia morrer (em viagem temos sempre tendência para dramatizar as coisas), que nunca mais sairia daquela casa de banho. Nunca me tinha acontecido tal coisa, com tanta impetuosidade. Nota para a posteridade: jamais repetir.

 

#4. Pedir uma tortilha em Espanha

Esta situação aconteceu à chegada a Madrid. Cansadíssimos depois de um longo dia entre aviões e alguns museus, sentámo-nos num pequeno snack-bar algures, perto do sítio onde estávamos alojados, e pedimos tortilha. Esquecemo-nos de enorme pormenor de anteceder a coisa por “pincho”. “Pincho de tortilha”. Uma palavra. Apenas uma palavra e tudo teria sido diferente. Lá veio a ensaladilla que tínhamos pedido em primeiro lugar e, já aconchegados, chega-nos uma descomunal tortilha, com (sem exageros) uns 30cm de diâmetro e 3 ou 4cm de altura. Nem sabíamos o que dizer ou pensar. Resultado? Tortilha e sandes de tortilha durante dois dias. Pelo menos era boa.

 

#5. Deixar-nos iludir pelas fotografias mais bonitas dos sites dos hostels

Esta já me aconteceu um sem número de vezes – e tenho a certeza que muitas mais acontecerão. Uma das consequência de viajar de forma económica é que nem sempre se fica no sítio mais confortável ou bonito. Não que seja regra, já fiquei várias vezes super bem alojada sem pagar balúrdios, mas por vezes, mesmo quando não se opta pelo mais barato, a coisa não corre bem. E eu não tenho qualquer problema em não ficar no quarto mais fantástico do mundo, desde que vá mentalizada para isso. O que por vezes não sucede. Acontece que muitos hostels apresentam, nos sites agregadores (tipo booking e afins), apenas fotografias do melhor quarto que têm. Imaginemos que têm um ou dois renovados e os outros todos a cair de velhos – é dos primeiros que colocam a foto e, eventualmente e de forma muito discreta, uma pequena fotografia de um dos quartos a cair de podres. E uma pessoa lá marca a coisa, pensando que fez uma fantástica compra, que foi um grande achado. E depois chega ao hostel e é mandado para um quarto tipo o primeiro do diCaprio no The Beach. Mas em plena Europa. Not the best experience.
 
 

 

E vocês, já tiveram situações destas, ou têm a sorte de as viagens vos correrem sempre às mil maravilhas? Qual a pior coisa que vos aconteceu (ou a mais caricata)?
 
 

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