Tal como quase toda a gente, passo a maior parte do meu ano sem viajar. Se é certo que tenho tentado arranjar formas de viajar mais – e, aos poucos, tem sido possível -, também é verdade que ainda é muito o tempo que passo pela minha cidade. Não podendo entrar num avião todos os meses, vou fazendo programas que me levem a viajar um pouco por cá – sejam escapadinhas de fim-de-semana por Portugal, ou dias interessantes por terras vizinhas.
Lisboa é um destino recorrente. Seja pelas constantes novidades que a cidade tem, por adorar o seu centro histórico ou por viver ao seu lado, é frequente dirigir-me para lá quando quero ter um dia diferente. E ontem, mais uma vez, assim fiz. O programa não era ambicioso: queria conhecer a exposição do Almada Negreiros e jantar algures por lá, num sítio que ainda não conhecesse. Um final de tarde interessante e uma noite calma – era só isso que queria.
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Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser.
Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.
José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid, 1927
Esta frase é o mote da exposição do José de Almada Negreiros, que está no Museu da Gulbenkian até Junho. A apresentação da obra do autor ocupa dois pisos e dá-nos a conhecer as suas várias facetas, desde as suas obras mais conhecidas a outras que nem tanto. E assim descobri as suas pinturas abstractas (que desconhecia); passei pelos seus vários auto-retratos; conheci os trabalhos para espaços públicos – das encomendas de painéis ao tão conhecido retrato do Fernando Pessoa -; descobri a relação do autor com o cinema e com o humor; e admirei, através de inúmeros desenhos e alguns quadros, aquela que é a minha faceta favorita – a da exploração do corpo e do movimento, em que a impressionante linguagem de Almada Negreiros se torna evidente.










O jantar foi pela Hamburgueria 21, entre o Campo Pequeno e o Areeiro. O restaurante estava cheio mas, ainda assim, o atendimento foi rápido e simpático. Os escolhidos foram O Guloso – um hambúrguer com cogumelos, cebola caramelizada, bacon, alface e tomate – e o Cabra de Dijon – um (potente) hambúrguer com queijo de cabra, mostarda dijon, mel, cebola caramelizada, tomate e alface. Vinham acompanhados de umas deliciosas batatas às rodelas finas e molho de alho, tudo super bem servido. Para refrescar, veio a necessária limonada. Entre conversa e pratos deliciosos e bem servidos, foi um excelente final de dia.
E é por este tipo de dias que os finais de semana valem a pena!



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Lisboa (e arredores) tem imensa coisa para descobrir. Acho que é uma cidade cheia de vida, com coisas a acontecer a todo o instante, e com uma oferta cultural bastante vasta. Difícil é mesmo escolher. Adoro fazer pequenos programas de fim-de-semana, e a verdade é que conhecer o nosso bairro também é viajar! Gostava de ir a essa exposição, mas já não vai estar em exibição quando eu voltar para Portugal… Tenho pena. O restaurante, esse, espero que ainda esteja de portas abertas, para que lhe possa fazer uma visita! O Cabra de Dijon deixou-me a salivar 😛
É verdade. Eu considero que tudo o que seja conhecer mais do nosso mundo – seja um livro, uma exposição, a nossa cidade ou outra coisa qualquer – é como viajar, no sentido em que aprendemos e abrimos horizontes com tudo isso (tal como com viajar). Claro que em viagem é tudo mais intenso, mas a verdade é que o efeito de todas estas coisas que referi pode ser semelhante 🙂
Bem fixe! Sofro do mesmo mal, enquanto não vou conseguindo viajar (ainda) mais, contento-me em passear por cá mesmo. Este fim-de-semana também vou a Lisboa ver essa exposição e ver se experimento um outro sítio fixe para comer 🙂
Continuação de boas viagens!
misspipetaseviagens.blogspot.pt
Fazes bem Sofia, vale a pena. E é isso mesmo, o importante é não pararmos de conhecer 😉