Passei algum tempo a pensar como deveria «recomeçar» após a viagem pela América do Sul. Com que tema deveria principiar, de que forma o devia fazer e como poderia fugir aos clichés. E ainda que corra o risco de cair num lugar comum, depois de muito reflectir apercebi-me de que esta era a única forma de o fazer – e mais adiante explicarei porquê.
O Machu Picchu quase dispensa apresentações. Lugar de passagem inevitável para quem viaja pelo Peru, é também o marco daquela que foi a grande civilização da América do Sul – os Incas. Mas Machu Picchu – ou montanha velha, na linguagem indígena – é muito mais do que isso: é a cidade que sobreviveu aos colonizadores espanhóis, que soube manter-se em segredo durante séculos e que, como tal, preservou a identidade do povo que a habitou. Lugar sagrado, rodeado pelo vale do rio Urubamba, eleva-se num penhasco de quase 500 metros de vegetação densa, que o torna invisível para qualquer pessoa que desconheça a sua localização. A cerca de 80km da capital do império, a cidade de Cusco, Machu Picchu sobreviveu à destruição a que a maioria das cidades do império foram sujeitas com a colonização, mantendo-se intacto até ser apresentado ao mundo, em 1911, por Hiram Bingham.
Se a beleza natural da paisagem que o rodeia é de cortar a respiração, a obra humana que é esta cidade perdida no tempo deixa-nos gratos por este ser um sítio a que os colonizadores espanhóis nunca lograram chegar. Notavelmente organizada, Machu Picchu guarda o que em tempos foram as casas do povo inca, os seus lares, as impressionantes construções que foram capazes de erguer num terreno irregular e naturalmente pouco habitável, os lugares sagrados, as praças, os seus geniais sistemas de distribuição e drenagem de água, os socalcos que criaram para plantar as terras que eram suas e todo o admirável engenho daquela que é uma das civilizações mais belas e impressionantes da América do Sul.
Por tudo isto e ainda mais, ver o Machu Picchu era um sonho meu – o sonho que despoletou toda esta viagem. E por essa razão, não havia outra forma possível de (re)começar. Mais do que um post sobre o Machu Picchu, faço uma homenagem aos sonhos – aqueles que nos movem, que nos deixam noites sem dormir, que nos fazem mover montanhas para os alcançar, que nos deixam imparáveis, incansáveis e que no fim fazem com que tudo valha a pena.



















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Fantástico, é um dos meus sonhos de viagem 🙂
Que sonho conhecer esse lugar ♥♥♥
Que fotografias maravilhosas!
Um dia hei de lá ir!
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Adoro quando os sonhos se realizam! Quando se luta por eles e, no final, tudo valeu a pena, porque conseguimos alcançar o que desejávamos! As fotografias estão lindas, e são uma excelente homenagem a esse sonho que eu também partilho contigo, mas que ainda não vi realizado (um dia, um dia…).
E que bela forma de recomeçar! 😮 Quanta inveja da boa, estas fotografias estão de cortar a respiração!
Beijinho*
Um local maravilhoso!
Cátia ∫ Meraki
Meu deus, como eu adorava ir aí 😀
let's do nothing today
Que sonho de lugar!
É um lugar espantoso.
É daqueles lugares que toda a gente quer ir mas nem toda a gente vai.
Boas fotos 👍
✈ Visita o nosso blog de viagens!
Wanderlust is Calling Blog
Sim Catarina, tenho a certeza que um dia vais ser tu a contar-nos a tua experiência no Machu Picchu 🙂
É mesmo!
Obrigada 🙂 Vale mesmo a pena, não se equipara a nada!
É mesmo. Pena estar tão longe! Obrigada 🙂
Meu Deus, super lindo mesmo! Adoro!
Beijinhos,
http://10secondsinmyworld.blogspot.pt/
Parabéns, Ana! Gostei muito de conhecer o teu blog.
Apenas tenho um reparo a fazer: preferia que deixasses usar o 2º botão do rato. Eu sei, eu sei que é para não poderem copiar. Mas no meu caso, quando entro num site gosto de abrir todos os artigos que me interessam em diferentes separadores e depois ir lendo todos. Sem poder usar o 2º botão, temos que voltar sempre à página anterior.
Boas viagens!
Rui Quinta, Rui de Viagem
Olá Rui, bem-vindo 🙂 Tal como tu também tenho esse hábito, mas utilizo sempre o botão/roldana do meio (do rato) para esse efeito. Como não coloco marca de água nas fotografias é a única forma que tenho de me proteger minimamente, visto que já tive situações em que as utilizaram sem pedir autorização. Vou ver se consigo encontrar uma forma de apenas bloquear nos posts. Agradeço a observação!
Experimenta o Lightroom. Além de ser o melhor programa para edição de imagem, tem a hipótese de exportares todas as fotografias logo com watermark (e podes guardar as watermarks) 🙂
Meu Deus, que lindo! O Machu Picchu já está há imenso tempo na minha bucket list, espero um dia conseguir visitar! 🙂
Que lindas fotografias. Só fiquei a conhecer o teu blog agora e adorei. Vou visitar mais vezes*
*suspiros* Tão bom reviver este sitio maravilhoso e encantado através das tuas fotos! raramente quero voltar ao mesmo local por achar que a primeira vez é mais especial e o Machupicchu quero voltar sempre 🙂
Agora explica-me como conseguiste ninguém nas tuas fotos? és milionária e pediste um dia sozinha? hahaha
Viver a Viajar
Haha, bem que não me importava de ter aquilo só para mim! Mas não, foi mesmo só muita paciência, parava onde queria e esperava que não houvesse vivalma! Como estive um dia inteiro no sítio tive tempo suficiente!
Sê bem-vinda! Obrigada 🙂