Se há algo indiscutível sobre Sintra é o facto de ser um destino único em Portugal, com uma beleza e misticismo inigualáveis. O Palácio de Monserrate é um dos vários lugares obrigatórios para quem visita a cidade. Construído no século XIX, foi propriedade do Sir Francis Cook, que fez desta a sua residência de Verão. O espírito da época, marcado pelo comércio a longa distância e pelas viagens, reflecte-se em todos os cantos do palácio e jardim.
 
 

Admito que o palácio foi o que mais gostei, mas o jardim também tem o seu encanto. Mistura num mesmo espaço uma série de espécies exóticas, de várias partes do mundo – que extraordinariamente se adaptaram ao clima local. Estão organizadas por vários ambientes, representando os diversos locais do mundo de onde têm origem. É o lugar ideal para quem tem interesse por botânica e afins, pois consta que é um dos jardins mais ricos de Portugal a esse nível. Para além disso, está repleto de “cantinhos” muito discretos, com lagos, pequenas cascatas e bancos, o que dá um certo romantismo ao passeio. Ao longo do percurso que nos conduz ao palácio encontra-se também uma «falsa ruína» – sim, literalmente «falsa», porque foi mandada construir já naquele estado -, que se encontra em boa parte abraçada pelas raízes de uma árvore monstruosa.

 

Vou ser sincera, adorei o palácio. Está pensado ao pormenor e tem um toque de arquitectura mourisca, com paredes, tectos, arcos e chão super trabalhados, com cores e texturas diferentes, que fazem com que seja quase impossível não ficarmos deslumbrados. No entanto, quando o visitei ainda estava em recuperação, pelo que não tive acesso a algumas das salas, como a biblioteca – que parece ser extraordinária. Julgo que as obras de recuperação entretanto já terminaram e tenho mesmo muita curiosidade em voltar para conhecer finalmente todo o edifício. Para quem não conhece e está a pensar ir a Sintra, aconselho mesmo a que inclua este sítio no roteiro, pois não se vão arrepender.

 

 

Como chegar?

 De comboio e autocarro: apanhar o comboio para Sintra na estação do Rossio, que demora cerca de 40 minutos e custa à volta de 4€ ida e volta. Em Sintra, os autocarros da Scotturb fazem o percurso pelas principais atracções e podem ser encontrados no centro da vila, junto ao Palácio Nacional de Sintra. Os números 434 e 435 fazem um percurso circular e são do tipo hop on hop off – passando o primeiro (434) no Palácio da Pena e Castelo dos Mouros e o segundo (435) na Quinta da Regaleira e Palácio de Monserrate. Em alternativa, podem alugar uma bicicleta eléctrica no centro da vila ou aproveitar a boleia dos tuk tuk, que também já chegaram a Sintra.
 
De carro: em Lisboa, seguir pelo IC19 até à vila de Sintra. Uma vez no centro histórico, facilmente se encontra sinalização vertical para os diversos sítios.
 
 

Onde ficar em Sintra?

  Quando fui a Sintra fiquei no fabuloso Hotel Sintra Jardim. No entanto, existem muitas outras hipóteses em Sintra [ver mais opções de alojamento em Sintra], de entre os quais destaco o Moon Hill Hostel e o Nice Way Sintra, ambos lindos de morrer!

 
 

 

 
 
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