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Depois de uma não totalmente pacífica entrada na Bolívia, da paragem pela indescritível Isla del Sol e de uma das mais caricatas situações da viagem pela América do Sul, chegámos enfim a La Paz, a capital administrativa da Bolívia.

A sensação de estarmos numa capital não é imediata: durante quase uma hora o autocarro cruza ruas de estradas de terra que o fazem tremer por todo o lado e da janela avistam-se casas inacabadas. Como se lê no Alma de Viajante, assemelha-se a entrarmos numa grande favela, onde as casas quase se sobrepõem junto a ruas por alcatroar mas onde a energia não falta.

À medida que nos aproximamos do centro vão surgindo os prédios altos, as grandes avenidas e estradas alcatroadas, até alguns outdoors publicitários e várias praças e pracetas bem compostas. Mas a confusão que caracteriza La Paz permanece: seja pelo trânsito caótico, pela imensidão de fios que quase parecem unir os prédios da cidade, ou pelos seus altos e baixos constantes que, a mais de 3600 metros de altitude, tornam difícil qualquer caminhada mais longa. Como podem calcular, não é amor à primeira vista. Mas a verdade é que é precisamente por estas razões que a experiência por La Paz é inesquecível.

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Não tínhamos grandes planos para La Paz a não ser deambular pelo centro. O alojamento que escolhemos – optámos por alugar um apartamento – era bem próximo da Plaza Murillo pelo que o essencial do Centro Histórico de La Paz estava a apenas alguns passos de distância.

A primeira paragem foi, naturalmente, a Plaza Murillo, um dos principais pontos do centro de La Paz, onde se encontra a Catedral, o Parlamento e o Palácio do Governo. Por ser um dos mais importantes espaços públicos da cidade, é também um lugar de concentração de pessoas, das mulheres mais velhas nos trajes típicos (as cholas) a estudantes, todos acompanhados por uma quantidade inacreditável de pombos.

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Dali seguimos para a Plaza San Francisco, uma agitada praça de 6163 metros quadrados cruzada por duas enormes avenidas (Mariscal Santa Cruz e Pérez Velasco) onde se encontra a Catedral homónima, o Mercado Lanza e a Federación Departamental de Trabajadores Fabriles de La Paz. É de tal forma confusa que mal nos apercebemos de que estamos no principal espaço público da cidade – é a actual Plaza Mayor de La Paz -, centro de protestos políticos e da vida da cidade.

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À esquerda da Catedral de San Francisco encontra-se a Calle Sagarnaga, um dos lugares mais turísticos da cidade e onde podem comprar recuerdos e encontrar várias agências turísticas (útil para quem pretende marcar passeios nos arredores ou aventurar-se pela conhecida Estrada da Morte). É também entre esta rua e a Calle Santa Cruz que, de forma discreta, surgem as lojas que compõem o bizarro Mercado de las Brujas, sobre o qual já escrevi aqui.

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mercado de las brujas la paz

De regresso à zona da Plaza Murillo e seguindo pela Calle Indaburo, rapidamente nos cruzamos com a Calle Jaén, a mais colorida rua de La Paz, conhecida pelas suas casas de arquitectura colonial, calçada em pedra e os vários Museus. Depois de um passeio pela zona apanhámos um táxi até ao Mirador Killi-Killi, de onde se tem uma das mais extraordinárias vistas da cidade.

Do miradouro avista-se a imensidão que é La Paz e tornam-se claros os seus contrastes: do centro, bem ali em primeiro plano, onde se avistam prédios altos, às casas inacabadas que surgem à medida que os olhos se afastam para os limites da cidade, casas que se sobrepõem numa imensidão que continua até se cruzar com o horizonte. 

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Sobre o que ficou por ver…

A passagem por La Paz foi curta e marcada por uma péssima experiência com o alojamento que nos fez perder muito tempo, pelo que ficaram algumas coisas para ver, como é o caso de Tiahuanaco, o sítio arqueológico que conserva os vestígios da mais importante civilização pré-colombiana da Bolívia; ou a experiência pelo sistema de teleférico de La Paz, um meio de transporte público inaugurado em 2014 que tinha como propósito ligar La Paz à vizinha cidade de El Alto, mas que se tornou uma espécie de metro (em altitude) dentro da própria capital, solução que ultrapassa o problema da topografia da área. É uma excelente forma de conhecer várias áreas da capital e arredores em pouco tempo.

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De La Paz embarcámos numa longa viagem de autocarro noite dentro que cruzou a Bolívia e nos levou até Uyuni. Esperava-nos uma extraordinária experiência de  3 dias pelo célebre deserto de sal da Bolívia.

 


 
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