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O último dia na tour pelo Salar Uyuni começou ainda de noite. No dia anterior o nosso guia – o mítico Edinson – tinha transmitido todas as informações: partiríamos às 6h da manhã, ainda com o sol posto, para o podermos ver a nascer em local apropriado. E assim foi. O grupo de 6, em sintonia por todos os 3 dias da tour, lá conseguiu – a custo – levantar-se e tomar o pobre pequeno-almoço que tínhamos nesse dia, que teria de nos manter com energia até chegarmos a San Pedro de Atacama, no Chile, pela hora do almoço.

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Seguimos em direcção à primeira paragem: os géiser conhecidos como Sol de la Manana. Ao longe, ainda no jipe, avista-se fumo e sabemos que estamos a chegar. Olhamos para o painel do carro e os dados da temperatura não mentem: ainda está abaixo de 0º. Andar por uma zona árida com o sol ainda tão tímido tem destas coisas – é impossível estarmos fora do jipe sem tremermos por todos os lados. Mas a oportunidade é única e tem de haver coragem para sair.

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O local conhecido como Sol de la Manana é toda uma imensa zona recheada de cavidades na terra das quais, periodicamente, saem autênticas erupções de água – os géiser. É importante chegar de manhã bem cedo, já que é nesse momento que as erupções são mais fortes e constantes. A paisagem é maravilhosa, o entusiasmo de quem nos rodeia é muito e o sol vai subindo no horizonte. Há quem apenas se aproxime dos jactos de água. Outros, mais corajosos, saltam por cima deles para tirar a fotografia que ficará na memória. E depois há os que – como eu – rapidamente encontram uma zona em que os vapores saídos da terra são tão calmos que nos permitem ficar por lá, descansados, apenas a aquecer as mãos.

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A paragem seguinte foi breve: meia hora para nos banharmos nas águas termais de Polques. As águas são quentes, mas entrar naquelas piscinas é só para os mais corajosos: as temperaturas já não são negativas mas ainda rondam os zero graus, e o sítio onde se troca de roupa é praticamente ao ar livre, tal como todo o percurso até às piscinas. No grupo de 6, só houveram 2 corajosos – e nenhum deles fui eu!

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Voltámos ao jipe para continuarmos pelo deserto e a paragem, no meio do nada, foi para contemplarmos a vista: tínhamos chegado ao conhecido Deserto de Dalí. Recebeu este nome pela paisagem e pelas formas que as rochas adquirem, ambos dignos do universo surreal do pintor. A Árbol de Piedra, que visitámos no segundo dia da tour – e que vos dei a conhecer aqui – é um dos melhores exemplos destas formas surreais esculpidas pelo vento. Ao longe, avistamos rochas que se aparentam com caras de perfil, no meio das várias cores que o deserto adquire. O tempo já era pouco e não nos foi possível aproximar-nos. Ainda assim, a beleza da paisagem ficou guardada na memória.

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 A última paragem antes da fronteira da Bolívia com o Chile foi a Laguna Verde, junto ao famoso vulcão Licanbur. Contrariamente às lagoas que conhecemos no segundo dia da tour – se ainda não viram, podem conhecê-las todas aqui -, a Laguna Verde não tem qualquer vida. Pela presença de cobre e arsénio, é uma lagoa completamente estéril. Mas os mesmos elementos que a impedem de ter vida conferem-lhe a extraordinária cor turquesa que, em determinados momentos do dia e conforme o sol, se torna mais exuberante.

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Salar Uyuni: o fim de uma aventura

A tour terminou depois desta espantosa vista, junto à migração da Bolívia. É aqui, no meio do nada, que trocamos de jipe para seguir para o Chile, já com outro guia – que, curiosamente, conseguiu falar mais em uma hora do que o nosso guia do Uyuni em 3 dias. Deixávamos para trás alguns dos cenários mais belos que alguma vez tínhamos visto, que nos deram a conhecer a natureza em todo o seu esplendor – com toda a sua paleta de cores e possibilidades. Com o terminar do segundo grande objectivo desta viagem – que eram conhecer o Machu Picchu e o Salar Uyuni -, eram poucas as expectativas para o resto do percurso.

E foi assim, sem grandes esperanças, e com um certo descontentamento pelo que deixávamos para trás, que entrámos no Chile. Mal sabíamos nós que o Chile nos arrebataria o coração à primeira vista.

 


 
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